Neymar volta e diretores do Santos querem adiar clássico

SANTOS - Neymar volta a treinar, hoje, às 16 horas. Depois de mais de um mês longe em razão da participação na Copa América, na Argentina, e da semana de folga que recebeu de Muricy Ramalho, para se recuperar emocionalmente do fracasso brasileiro, o garoto volta ao CT Rei Pelé.

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2011 | 00h00

Com ele, o Santos que se arrasta no Campeonato Brasileiro, espera voltar a ser forte, respeitado, e até favorito contra o Flamengo, na quarta-feira à noite, na Vila Belmiro.

Por causa de Neymar - muito mais do que de Paulo Henrique Ganso, Elano e Danilo (está na seleção sub-20) - a diretoria vai pressionar a CBF para adiar outra vez o clássico contra o Corinthians, para que não coincida com o amistoso da seleção contra a Alemanha, dia 10 de agosto.

Mesmo ausente, Neymar foi assunto no cotidiano santista. O presidente Luiz Alvaro de Oliveira Ribeiro promete até ir a Brasília conversar com a presidente da República, Dilma Rousseff, para conseguir que uma estatal patrocine o astro de 19 anos, tornando possível a sua permanência até a Copa de 2014. "Há seis meses me encontrei com a presidente e falamos sobre futebol feminino. É uma pessoa encantadora, muito simpática. Quero que ela me ajude. O governo tem empresas que fazem grandes investimentos no esporte."

Em conversa por telefone com o técnico Mano Menezes, na quinta-feira, Luis Alvaro soube, com antecedência, que o trio santista estará na relação para o amistoso contra a Alemanha. Ele aceitou as ponderações do treinador de que o jogo passou a ter importância para a recuperação do prestígio da seleção após a desclassificação, diante do fraco Paraguai, nas quartas de final da Copa América. "Não é o caso de pedir dispensa", concordou.

Só que, como o técnico Muricy Ramalho, Luis Alvaro não quer pegar o Corinthians sem o trio e fará o possível para evitar isso. A partida já foi adiada uma vez por causa da Libertadores.

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