John G. Mabanglo|EFE|EPA
Final da NFL acontece neste domingo John G. Mabanglo|EFE|EPA

Final da NFL acontece neste domingo John G. Mabanglo|EFE|EPA

NFL: a liga mais rica do mundo é a que menos joga

Com seis parceiros principais, a liga norte-americana recebe US$ 8,2 bilhões (R$ 34,40 bilhões) só com direitos de transmissão

Wilson Baldini Jr., enviado especial a Miami , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Final da NFL acontece neste domingo John G. Mabanglo|EFE|EPA

Os fãs do futebol americano têm de setembro a fevereiro para acompanhar os jogos de seu time preferido, afinal são apenas 16 jogos na temporada regular. Mas a menor exposição não impede a NFL de ser a liga mais rica dos Estados Unidos. Nem a NBA, espalhada pelo mundo todo, chega aos seus números financeiros.

Com seis parceiros principais, a NFL recebe US$ 8,2 bilhões (R$ 34,4 bilhões) dos direitos de transmissão, que são repassados igualmente aos 32 times. São US$ 255 milhões (R$ 1 bilhão) por ano só de TV. Para se ter uma ideia, o contrato da Premier League, o Campeonato Inglês, atualmente o melhor e mais bem pago do mundo, é negociado por US$ 3,8 bilhões (R$ 16,15 bilhões).

O Dallas Cowboys, visto em média por 91.619 espectadores - a média da NFL é de 67.619 torcedores por partida - em seus jogos, é apontado como a marca mais valiosa da competição, com impressionantes US$ 4 bilhões (R$ 16,7 bilhões). Tanto interesse pelos atletas da liga, jogos e equipes leva um comercial de 30 segundos na TV dos Estados Unidos a custar durante uma partida até US$ 5,2 milhões (R$ 22 bilhões). 

Esse montante poderia ser ainda maior se o calendário da NFL fosse mais prolongado, com mais datas, a exemplo do que ocorre com a NBA (basquete) ou NHL (hóquei), ligas nas quais as equipes atuam 82 vezes só na temporada regular. Isso para não falar dos inigualáveis jogadores de beisebol, que atuam 162 jogos por campeonato. 

O jogo de contato "bruto", uma caractéristica da modalidade, é o principal fator que impede mais jogos no torneio regular. Muitos jogadores se machucam a ponto de não poder mais atuar por aquela temporada. O tempo de recuperação, em muitos casos, impede o retorno do atleta na disputa regular. A quantidade reduzida de partidas também faz com que o torcedor norte-americano busque com antecedência seus ingressos, gerando muito procura.

* Repórter viajou aos EUA a convite da ESPN, transmissora oficial da NFL

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

NFL usa tecnologia e medicina de ponta para cuidar da saúde de seus atletas

Liga de futebol americano tenta diminuir os impactos do esporte e até regras são mudadas nesta direção

Wilson Baldini Jr., enviado especial a Miami, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2020 | 06h04

Em agosto do ano passado, Andrew Lucky, do Indianapolis Colts, um dos quarterbacks mais talentosos da NFL, anunciou, aos 29 anos, a sua aposentadoria por não suportar tantas dores espalhadas pelo corpo. Tudo isso porque o futebol americano é um esporte de muito contato, no qual as armaduras, que fazem lembrar as usadas pelos gladiadores na Roma antiga, muitas vezes não impedem lesões graves nos jogadores.

À procura de mais proteção para seus atletas, a NFL usa da tecnologia e da medicina para tornar o esporte mais seguro. Qualquer contusão pode acabar com a carreira de um jogador, mas as pancadas na cabeça são a maior preocupação. Em 2017, um estudo publicado pelo Journal of America Medical Association revelou que 110 de 111 cérebros doados por ex-jogadores da NFL tinham problemas cerebrais. A maioria apresentava sinais de Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), também conhecida como demência pugilística, pois começou a ser estudada nos praticantes de boxe.

Na tentativa de diminuir o número de casos de lesão a NFL impôs mudanças na regra do jogo, como proibir,a partir do ano passado, qualquer contato com o oponente por meio de qualquer contato com o capacete. Essa alteração foi motivada após Ryan Shazier, do Pittsburgh Steelers, sofrer grave contusão na coluna em 2018. Naquele ano, 291 concussões cerebrais foram registradas na temporada.

Desde 2013, está em vigor o "protocolo de concussão", que se trata de um conjunto de medidas para se identificar problemas cerebrais após um forte contato. Um atleta atingido de forma intensa é levado para fora do campo. Na sequência, ele passa por um rápido exame, feito por um médico sem ligação com as equipes. Caso haja suspeita de concussão, o atleta é conduzido ao vestiário e novos exames vão apontar o diagnóstico. Em caso positivo, o jogador não voltará a campo. Caso contrário, poderá retornar, mas será monitorado até o fim da partida.

* Repórter viajou aos EUA a convite da ESPN, transmissora oficial da NFL

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

'É mais xadrez que MMA', diz Everaldo Marques, a voz da NFL no Brasil

Narrador garante que será mais didático no Super Bowl, domingo, para deixar quem assiste o esporte pela primeira vez por dentro do jogo

Wilson Baldini Jr., enviado especial a Miami, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2020 | 10h30

Everaldo Marques tem 41 anos de idade, dos quais 14 trabalhando como narrador. Amante de todos os esportes, sonhava ser no rádio como Osmar Santos, Oscar Ulisses, Paulo Soares e José Silvério. Esteve à frente nas transmissões de futebol, boxe, Fórmula 1, mas foi para a TV e se transformou na voz da NFL no Brasil.

Ao lado do comentarista Paulo Antunes, Everaldo faz as transmissões de futebol americano na ESPN e leva aos torcedores conhecimento sobre a modalidade esportiva, trazida para a telinha do Brasil por Luciano do Valle no fim dos anos 80, por intermédio do programa dominical Show do Esporte.

"Começava o domingo com o Silvio Luiz com o Campeonato Italiano de futebol, passava pela sinuca com o Rui Chapéu, tinha os jogos de basquete entre Hortência x Paula e terminava com as lutas de boxe do Maguila", relembra Everaldo ao Estado.

Domingo é dia de mais um Super Bowl, quando estarão frente a frente, em Miami, San Francisco 49ers e Kansas City Chiefs. E, como acontece desde 2006, Everaldo vai narrar o jogo mais importante do ano do esporte preferido dos norte-americanos e que vem ganhando muitos adeptos no Brasil. Com mais de 800 mil seguidores nas redes sociais, Everaldo se prepara de dez a 12 horas para cada transmissão. Mas o jogo de domingo é especial.

"Terei de ser ainda mais didático que o normal, pois muita gente vai ver um jogo da NFL pela primeira vez. Vai ter aquele cara que só vai ver por causa do show do intervalo e aí é o momento de trazê-lo para a partida. O cara tem de entender o jogo. Preciso narrar mais no arroz com feijão."

Segundo Everaldo, o brasileiro está deixando de ter preconceito com o futebol americano. "É um esporte que tem momentos de violência, contato, pancada, mas também tem muita estratégia e inteligência. É mais xadrez que MMA", afirmou o narrador, que considera esta modalidade uma das mais democráticas. "Tem função para o cara de 1,70 metro de altura e 68 quilos, mas também tem para o grandalhão de 2,20 metros e 150 quilos. Todo mundo pode jogar."

Quanto ao duelo de domingo, Everaldo prevê muito equilíbrio. "Na bolsa de Las Vegas a vantagem do Kansas é mínima, só porque é preciso ter alguém em vantagem para ter apostas. Acho que vai ser uma briga entre a genialidade de Patrick Mahomes, quarterback do Kansas City, contra a força e posicionamento da defesa de San Francisco."

* Repórter viajou aos EUA a convite da ESPN, transmissora oficial da NFL

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Para renovar seu público, NFL investe em atividades para crianças

Liga do futebol americano realiza série de ações voltadas ao público infantil na cidade que recebe o Super Bowl LIV

Wilson Baldini Jr., enviado especial a Miami, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2020 | 11h00

Durante toda a semana que antecede a disputa do Super Bowl, entre San Francisco 49ers e Kansas City Chiefs, marcado para domingo, a NFL, maior liga de futebol americano dos Estados Unidos, programou uma série de atividades no Miami Beach Convention Center para as crianças.

Durante todas as manhãs, várias turmas de escolas públicas de Miami são levadas gratuitamente para o enorme galpão de cerca de 50 mil metros quadrados, onde todos os estudantes podem tentar um ponto extra de até 30 jardas, fazer um arremesso de várias posições do gramado improvisado, além de ver fotos, uniformes e vídeos históricos de grandes jogadores que marcaram época no esporte preferido dos norte-americanos.

Os jovens também brincam com os mascotes das equipes, recebem souvenirs e camisetas promocionais, além de lanche na hora do almoço. Tudo isso a NFL faz com a intenção de renovar o público do futebol americano. Com as atividades, a liga desperta o interesse de meninos e meninas com a modalidade.

No período da tarde desses dias, o local e suas ações promocionais são abertos para o público em geral, que paga US$ 60, o equivalente a R$ 254, pela entrada e ainda gasta muito mais dinheiro em produtos dos dois times finalistas do Super Bowl LIV. Com o dólar estimado em R$ 4,60 uma camiseta oficial das equipes pode sair por quase R$ 800,00, enquanto um agasalho chega a incríveis R$ 920,00. A procura é grande. Os torcedores fazem filas para ver os produtos.

Apesar dos valores, os produtos deverão estar esgotados até o momento do início do jogo, domingo à noite (horário de Brasília). "Se você vir aqui na segunda-feira, só vai encontrar prateleiras vazias", disse Rita Mackenzie, uma das caixas do complexo esportivo.

* Repórter viajou aos EUA a convite da ESPN, transmissora oficial da NFL

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

NFL vai homenagear Kobe Bryant antes do início do Super Bowl

Chris Doleman, ex-jogador do Minnesota Vikings morto na quarta-feira, também será lembrado

Wilson Baldini Jr., enviado especial a Miami, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2020 | 06h40

As cantoras Shakira e Jennifer Lopez, que vão cantar juntas pela primeira vez no intervalo do Super Bowl, domingo, em Miami, confirmaram o que já se esperava desde o início da semana. A NFL prepara uma homenagem a Kobe Bryant, morto em uma acidente de helicóptero na Califórnia, no último domingo, juntamente com sua filha Gianna, de 13 anos, e mais sete pessoas.

"Todos nós vamos nos lembrar de Kobe no domingo e celebrar a vida e a diversidade neste país", disse a colombiana Shakira, que completa 43 anos no dia do Super Bowl. Tenho certeza de que ele ficaria muito orgulhoso de ver a mensagem que vamos enviar."

Bastante emocionada, J.Lo, de 50 anos, referiu-se à mulher de Kobe. "Temos que amar as pessoas quando elas estão aqui e não esperar", afirmou a norte-americana. "Penso em Vanessa como mãe, ao perder seu melhor amigo e parceiro, além de sua filha. Como isso deve ser terrível para ela agora."

Roger Goodell, comissário da NFL, confirmou que algo especial será feito antes do jogo entre San Francisco 49ers e Kansas City Chief. "Não é apenas Los Angeles que está lamentando a perda de Kobe. Ele era uma pessoa especial. "Eu tive a oportunidade de conhecê-lo. Ele trouxe muito para o nosso mundo. Tudo isso é muito difícil de entender e de processar."

Além de Kobe Bryant, também será homenageado Chris Doleman, ex-jogador do Minnesota Vikings, morto na quarta-feira, aos 58 anos, vítima de câncer no cérebro. Um minuto de silêncio antes do Pro Bowl domingo passado foi respeitado em memória de Kobe Bryant. No Grammy Awards, domingo, os cantores Alicia Keys e Boyz II Men cantaram uma música na abertura do evento. Os organizadores do Oscar, dia 9, também confirmaram uma homenagem ao ex-jogador dos Los Angeles Lakers, que ganhou uma estatueta, em 2018, pelo curta animado "Dear Basketball". 

* Repórter viajou aos EUA a convite da ESPN, transmissora oficial da NFL

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.