Ivan Storti/Unisanta
Ivan Storti/Unisanta

Nicholas Santos vai em busca do ouro no Mundial de Esportes Aquáticos

Veterano de 39 anos sonha com o primeiro lugar na prova de 50 m borboleta

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2019 | 04h33

Aos 39 anos, Nicholas Santos chega ao Mundial de Esportes Aquáticos como o atleta mais veterano da delegação e com dois objetivos definidos. “Quero ganhar uma medalha e nadar abaixo dos 22s60 que nadei em Budapeste, que é o recorde sul-americano”, afirmou o atleta da Unisanta ao Estado, especialista nos 50m borboleta.

Nicholas atingirá uma marca expressiva: será sua sétima participação no Mundial de piscina longa (já esteve em oito edições de piscina curta). Ele iniciou sua trajetória em 2001, foi ao evento seguinte em 2003, depois disputou em 2009, 13, 15 e 2017. “Nos últimos dois Mundiais, consegui a medalha de prata e agora chego com o melhor tempo do mundo nos 50m borboleta. Pretendo nadar abaixo da minha marca pessoal. Se conseguir fazer isso, tenho grande chance de ganhar ouro neste Mundial”, disse o nadador, citando os Mundiais de Kazan em 2015 e de Budapeste em 2017.

Inicialmente, Nicholas não iria a Gwangju por causa de alguns critérios estabelecidos pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). O fato de sua prova não ser olímpica pesou bastante. Mas a partir de resultados expressivos na temporada, ele recebeu uma boa notícia. A Fina (Federação Internacional de Natação) convidou o brasileiro para a competição, bancando os seus custos.

A CBDA aceitou e aprovou sua ida. “Essa situação é muito atípica para mim. Acho que eu tenho uma força na natação mundial e vou honrar esse convite da Fina e o aceite da CBDA. Vou fazer meu melhor. As últimas semanas foram bem intensas na preparação física e também trabalhei muito o final da minha prova”, explicou.

Quase quarentão, Nicholas vem mostrando longevidade nas piscinas e espera se tornar campeão mundial. Para isso, terá de nadar mais rápido do que nunca. Ele garante que está pronto para enfrentar a “meninada”. “A bagagem que tenho de experiência, a preparação física, o controle mental com situações de pressão, lido muito melhor agora. Sem dúvida, acaba sendo uma vantagem para mim”, afirmou o nadador.

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