Felipe Trueba/EFE
Felipe Trueba/EFE

Nigéria afirma que vencer Espanha em Fortaleza não seria 'milagre'

Equipe precisa da vitória para brigar pela classificação na Copa das Confederações

FERNANDO FARO - Enviado especial, Agência Estado

22 de junho de 2013 | 15h57

FORTALEZA - Vencer a Espanha pode ser uma tarefa muito complicada, mas não impossível. A avaliação é do técnico da Nigéria Stephen Keshi, que enfrenta os campeões mundiais neste domingo às 16 horas no Castelão, em Fortaleza. Atualmente na vice-liderança do Grupo B com três pontos, os africanos precisam da vitória para atingir os seis pontos e tentar superar o Uruguai (que enfrenta o Taiti em Recife no mesmo horário) no saldo de gols. Isso porque a expectativa é que a Celeste atropele o adversário e chegue aos seis pontos.

Keshi acredita que nem mesmo a juventude dos comandados será um empecilho para o confronto contra um adversário que se acostumou a jogos grandes. "Eles são jovens, mas têm o que é preciso para enfrentá-los. São dois times, um tem que vencer e temos três resultados: vencer, empatar ou perder. Vamos enfrentar o campeão europeu, mas somos os campeões africanos e a África é um continente muito grande", afirmou.

As palavras do comandante foram endossadas pelo goleiro Eneyama, que terá a responsabilidade de frear o poderio ofensivo do adversário. Perguntado se temia que os companheiros se afobassem na partida, ele negou e disse esperar uma partida de igual para igual.

"Com todo respeito à Espanha, mas não há nenhum jogador aqui com medo, estamos aqui para defender essas cores e temos bons jogadores para fazer isso. É evidente que respeitamos esse time que tem conquistado tantas coisas nos últimos anos, mas estamos aqui para defender essas cores, as cores do nosso país".

Keshi ainda encontrou similaridades nos estilos de jogo africano e espanhol. Para ele, a escola nigeriana sempre privilegiou o ataque e acredita na manutenção da posse de bola. "Amo tudo o que é bom, então é claro que eu gosto do futebol da Espanha. A Nigéria sempre foi um time ofensivo que tentou manter a posse de bola, mais ou menos o mesmo que acontece com a Espanha".

Os nigerianos fazem nesta tarde um treino de reconhecimento no Castelão, fechado para a imprensa. A seguir será a vez dos espanhóis conhecerem o campo da partida e darem entrevista coletiva.

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