Peter Powell/EFE
Peter Powell/EFE

Nigéria minimiza pressão antes de jogo com o Uruguai

Treinador Stephen Keshi sabe que até um empate pode ser um bom resultado

PAULO FAVERO - Enviado especial, Agência Estado

19 de junho de 2013 | 21h49

SALVADOR - O técnico Stephen Keshi, da Nigéria, prefere não colocar mais pressão ainda na partida desta quinta-feira contra o Uruguai. O treinador sabe que até um empate pode ser um bom resultado, pois deixaria os sul-americanos com a missão de golear o Taiti na última rodada. Mas ele prefere tirar o peso de sua equipe para o confronto. "Acho que vai ser como qualquer outra partida, com uma intensidade diferente, nível de concentração diferente. Será um jogo de 90 minutos", diz.

Ele vê o crescimento do futebol africano e em alguns momentos até parece que comanda uma das potências do futebol mundial. "Vamos pensar um jogo de cada vez. Não temos uma referência para essa competição, então queremos fazer tudo sem pânico e ver o quanto podemos mostrar. Só que não acho que exista qualquer técnico que chegue numa competição e já fala em ser eliminado. Todo mundo almeja ir para a final, ser campeão, claro que é um sonho. Mas pensamos um jogo de cada vez", afirma.

O treinador também vê que o momento que uma seleção africana fará história numa Copa do Mundo está cada vez mais próximo. "Por que não? A Nigéria é uma das oito equipes que participam. Se isso nos exige ganhar, é isso que vamos tentar. Um dia uma seleção africana vai ganhar uma Copa, falta pouco para isso", conclui o treinador, que se mostra feliz da vida por estar em Salvador. "Eu viajo muito, então onde quer que eu esteja tento me sentir em casa. Salvador me obriga a tirar o melhor e aproveitar o momento. Se for para o Taiti, quero me sentir um taitiano. Aqui quero me sentir um de vocês."

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