Nilmar garante a festa na Bahia

Atacante tem grande atuação e faz três gols na vitória do Brasil sobre o Chile por 4 a 2, em Salvador

Almir Leite, SALVADOR, O Estadao de S.Paulo

10 de setembro de 2009 | 00h00

Foi uma festa para baiano nenhum pôr defeito. Houve momentos de tensão e ameaça de virar decepção, é verdade. Mas, no fim, apesar do susto, o Brasil fez a alegria dos pouco mais de 30 mil torcedores que foram ao Estádio de Pituaçu na noite de ontem. Graças a Nilmar, venceu o Chile por 4 a 2, chegou aos 33 pontos nas Eliminatórias Sul-Americanas, ao 19º jogo invicto e à 11ª vitória consecutiva. Apesar de sentir o desfalque de Kaká, Luís Fabiano, Robinho e Lúcio, a seleção se impôs e saiu de campo aplaudida de pé.

Dunga fez média com a torcida baiana, escalando Daniel Alves no meio de campo, no lugar de Elano. E o jogador do Barcelona não desperdiçou a oportunidade de brindar seus conterrâneos com bom futebol, principalmente na etapa inicial, quando jogou livre de marcação.

Participou ativamente da articulação de jogadas, correu bastante, deu toques de pura classe. A torcida se entusiasmou a cada lance de Daniel e delirou de alegria com sua participação em gols do Brasil, o primeiro lançando Nilmar e o segundo servindo Julio Baptista.

A seleção jogou futebol veloz, com bom toque de bola - às vezes atrapalhado por algum preciosismo -, e foi ofensiva. Claro, cometeu erros, principalmente no momento de defender, pois Felipe Melo estava mal e a dupla de zaga um pouco confusa. Mas demonstrou, acima de tudo, aplicação. Exemplo: Adriano esteve enrolado no ataque, mas foi ele quem aliviou de cabeça quase todos os levantamentos dos chilenos sobre a área do Brasil. Esforçou-se, embora não tenha feito boa partida.

O Chile de fato não teve medo do Brasil. Atacou, foi ousado, conseguiu um gol (com Suazo) em pênalti infantil de Felipe Melo, mas foi superado pelo bom futebol brasileiro. Apesar do gol chileno, parecia que o Brasil poderia até chegar a uma goleada. Mas duas coisas mudaram o jogo: Marcelo Bielsa voltou para o segundo tempo com Cereceda na equipe, com a missão de marcar Daniel Alves, que havia atuado livremente no início, e aos 4 minutos Felipe Melo foi expulso após agredir Sanchez.

O rival passou a dominar o jogo e chegou ao 2 a 2 (com Suazo). A torcida perdeu a paciência, ameaçou vaiar e cobrou mudanças. Dunga atendeu, mas não foram as alterações que levaram o time à vitória e, sim, o oportunismo de Nilmar, que marcou duas vezes em dois minutos e garantiu a festa. E quem sabe sua vaga na Copa.

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