''Ninguém pode falar antes do jogo''

Adriano responde aos que deram o Palmeiras como franco favorito

Daniel Akstein Batista e Giuliano Villa Nova, O Estadao de S.Paulo

14 de abril de 2008 | 00h00

Adriano terminou o clássico contra o Palmeiras, ontem, no Morumbi, com a certeza de que o São Paulo deu uma resposta aos que davam o Palmeiras como amplo favorito para chegar à final do Campeonato Paulista. ''Ninguém pode falar nada antes do jogo'', afirmou o centroavante. ''É aqui dentro de campo que tudo se resolve'', constatou o centroavante, principal nome do duelo e autor dos gols são-paulinos no triunfo por 2 a 1.Apesar da vantagem de seu time, que precisa de um empate para chegar à decisão, Adriano garante estar tranqüilo, pois sabe que nada está decidido. ''Precisamos ter tranqüilidade, teremos uma semana para nos concentrar para o segundo jogo'', receitou o camisa 10, que elogiou a postura da equipe, especialmente nos primeiros 45 minutos. ''No próximo jogo, temos de demonstrar a vontade que tivemos no primeiro tempo. No segundo, deixamos um pouco a desejar'', avaliou.Com os dois gols assinalados sobre o Palmeiras, Adriano chegou a 14 em 2008 - são 11 pelo Campeonato Paulista e 3 na Taça Libertadores. Mesmo com os números favoráveis, o atacante não está plenamente satisfeito, pois espera mostrar um futebol ainda melhor. ''Estou tranqüilo, porque tenho certeza de que posso fazer mais, sei do meu potencial e de meu time também'', resumiu Adriano.O são-paulino admitiu, depois do primeiro gol, que desviou a bola com a mão para as redes do Palmeiras. Mas jura que não foi desleal. ''Minha intenção era tocar com a cabeça, mas esses lances acontecem'', justificou Adriano.CRISE ?O goleiro Rogério Ceni também rebateu as críticas que o time vem sofrendo, e garantiu que não há crise no São Paulo. ''Um clube só entra em crise quando está em dificuldade econômica e não tem como pagar seus jogadores'', opinou o capitão são-paulino. ''O Milan, por exemplo, foi eliminado da Copa dos Campeões, não estará na próxima, nem será campeão italiano. Mas no futebol só um pode vencer'', comparou.Um dos melhores jogadores do São Paulo no clássico, o volante Zé Luís estava triste apenas por ter levado o terceiro cartão amarelo e, conseqüentemente, não poder atuar no segundo duelo. Mas a marcação que exerceu sobre Valdivia lhe rendeu elogios. ''Sabíamos que o Valdivia e o Diego Souza são jogadores habilidosos e não poderiam ter espaço'', explicou. ''Precisamos manter essa postura no próximo jogo.''Além de Zé Luís, o São Paulo perdeu mais um jogador para a partida de domingo, no Palestra Itália: Richarlyson, que também recebeu o terceiro amarelo.O QUE ELES DISSERAMRogério Cenigoleiro do São Paulo''Um clube só entra em crise quando está em dificuldade econômica e não tem como pagar seus jogadores''Adrianoatacante do São Paulo''Minha intenção era tocar com a cabeça, mas esses lances acontecem''

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