No atletismo, muitas incertezas

O meio-fundista Hudson de Souza, ouro nos 1.500 metros e nos 5 mil m no Pan-Americano de São Domingos, em 2003, está desligado da Unoeste/Brasil Telecom, de Presidente Prudente, independentemente de fechar contrato com a BM&F Atletismo. Também o técnico Luiz Alberto de Oliveira não mais será incluído na relação dos treinadores de Prudente. A decisão, confirmada ontem, pelo técnico Jayme Neto Júnior, que coordena a ONG Associação Prudentina de Atletismo, foi tomada após o incidente que envolveu a noiva de Hudson, Marly Sales de Carvalho, que acusou o velocista Vicente Lenílson de Lima de atentado violento ao pudor. "Foi grave porque expôs o patrocinador e o projeto", afirma Jayme. O projeto de formação de atletas tem o apoio da Unoeste, Brasil Telecom, Unesp e da Prefeitura de Presidente Prudente.O futuro de Lenílson, prata no revezamento 4 x 100 m na Olimpíada de Sydney, em 2000, dependerá do fim do inquérito que Marly move contra ele. "Se for considerado culpado, será desligado da equipe. Caso contrário, permanecerá e deve tomar providências quanto à questão pessoal."Jayme acha que com a saída de Maurren Higa Maggi da BM&F, o técnico Luiz Alberto de Oliveira viu a chance de negociar com a equipe. "No início do ano, o Hudson havia conversado, mas não houve acerto. O Luiz disse que o Hudson estava aborrecido, que o ambiente ficou ruim com o episódio envolvendo a Marly e o Lenílson. Mas pode ter visto na saída da Maurren a chance de conversar com a BM&F."Já Sanderlei Parrela, sua mulher, Gilvaneide, e Osmar Barbosa, que juntamente com Hudson foram contratados para a equipe de velocistas de Presidente Prudente, quando terminou o projeto que o Clube São Raimundo desenvolvia em Manaus sob o comando de Luiz Alberto, devem permanecer. "Eles foram abrigados aqui e devem ficar", afirma Jayme, observando que Luiz Alberto passa a ser técnico pessoal dos atletas e não mais integrante da equipe.

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