No Camp Nou, o grande desafio de Messi no ano

Melhor do mundo terá de liderar o Barça na busca da vantagem de dois gols contra a Inter para levar o time à final

, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2010 | 00h00

O Barcelona, de Messi, encanta pelo belo futebol. A Inter de Milão, de Lúcio, impressiona pela solidez defensiva. O choque de estilos será testado hoje pela quarta vez nesta Copa dos Campeões, agora de forma definitiva. No Camp Nou, os catalães têm de reverter a derrota por 3 a 1 sofrida em Milão para ir à final contra o Bayern de Munique.

Mais que a decisão antecipada, o duelo é uma espécie de "prévia" do Mundial - pelo menos 14 dos 22 que estarão em campo são titulares em suas seleções. Tanta badalação fez a TV Globo abrir um espaço em sua grade para transmitir o jogo ao vivo, às 15h45 (horário de Brasília).

Para avançar à decisão, o Barcelona precisa "apenas" repetir os 2 a 0 que aplicou nos italianos na primeira fase, no Camp Nou. Mas a grande atuação da Inter no jogo de ida, no Giuseppe Meazza, mostrou que é possível segurar a fase iluminada de Messi.

Principal candidato a astro da Copa e a repetir o título de melhor do mundo, o argentino tem hoje seu teste mais duro na temporada. Diante da torcida catalã, que lhe tem verdadeira devoção, precisa apagar a atuação discreta no jogo de Milão para liderar o ataque do Barça contra uma das melhores defesas do mundo.

"Por todos os resultados que temos obtido em um ano e meio, pelos resultados em casa e pelo nível que temos mostrado, é possível", afirma o zagueiro Gerard Piqué, do Barça.

Fase inspirada. O retrospecto dos catalães realmente impressiona. A derrota em Milão foi uma das quatro que o Barcelona sofreu em oito meses. Após vencer tudo na última temporada (Espanhol, Copa do Rey e Copa dos Campeões, além do Mundial Interclubes), o time está perto do bicampeonato nacional e veio de belíssimas atuações nos duelos contra o Arsenal, nas quartas de final.

O técnico Pep Guardiola garante que o time vai pôr em prática toda sua inspiração. "Contra a Inter devemos usar a essência pura de nosso futebol. Na quarta (hoje) deve ser o Barcelona em sua máxima expressão", disse o treinador, no início da semana.

A equipe não terá o capitão Puyol, que levou o terceiro amarelo no jogo de Milão, e o meia Iniesta, machucado. Abidal é dúvida e pode dar lugar outra vez ao brasileiro Maxwell.

Se passar à final para pegar o Bayern de Munique, o Barça terá o gostinho de decidir o título na casa de seu maior rival. A finalíssima ocorrerá no Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, no dia 22 de maio.

"Não é um sonho para o Barcelona, é anti-madrilhismo", provoca o técnico da Inter, o português José Mourinho. "Um sonho tem relação com orgulho. Os jogadores (da Inter) estarão muito orgulhosos de chegar à final. Para eles, chegar é um sonho."

Zaga latina. A Inter de Milão confia no entrosamento e na força defensiva de sua equipe para um jejum de 38 anos sem disputar a final da Copa dos Campeões. Julio Cesar, Lúcio e Maicon, do Brasil, e os argentinos Samuel e Zanetti formam a base do time tetracampeão italiano, que nos últimos três anos nem sequer conseguiu passar das oitavas na competição continental.

A chegada do holandês Wesley Sneijder e do argentino Diego Milito deu ao time de José Mourinho o poder ofensivo que faltava a um conjunto bastante competitivo. Hoje, não terá o sérvio Stankovic, suspenso.

"Eu já ganhei a Copa dos Campeões com o Porto (em 2004), mas esta geração de torcedores da Inter nunca ganhou. Faz mais de 40 anos (a última vez foi em 1965) que não ganha", lembra Mourinho. "Se puder ajudar para que se cumpra o sonho de toda esta gente e relembrar os tempos gloriosos da Inter, serei muito feliz", afirma.

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