No feminino, anfitriãs atacam as africanas

Brasileiras, com poucas chances hoje, afirmam que etíopes ''jogam sujo'' e as favoritas quenianas costumam ''amarelar''

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2010 | 00h00

Com poucas chances de figurar nos degraus mais altos do pódio hoje, a partir das 16h30, as principais atletas do Brasil abriram fogo contra as favoritas africanas. Na entrevista coletiva oficial do evento, Marily dos Santos e Marizete Resende acusaram as etíopes de deslealdade e disseram que as quenianas costumam "amarelar" quando pressionadas. A verdade, porém, é que dificilmente vão acompanhar o ritmo da queniana Alice Timbilili, campeã em 2007.

"O que não gosto é que elas (quenianas) só querem correr para ganhar, não pensam em tempo. Uma atleta não deve fazer isso em prova de 15 quilômetros", disse Marizete Rezende, vencedora da São Silvestre em 2002. "Para mim, o atleta bom larga bem e é 100% desde o início." Timbilili foi chamada em outubro para o lugar da atual vencedora, a também queniana Pasalia Kipkoech Chepkorir, que engravidou recentemente. "São todas iguais, para mim não faz diferença", desdenhou a goiana.

Marily dos Santos não poupou críticas também às corredoras da Etiópia, que terá apenas uma representante - Zerf Worku Boku - neste ano. "Não quero criar polêmica, mas elas já pisaram no meu calcanhar, cuspiram em mim. Quando pedi para se afastarem, ficaram rindo. Meus óculos são à prova d"água, não de catarro", disse a alagoana.

Segundo elas, a única chance para tentar bater as quenianas é não deixar que elas escapem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.