No feminino, Brasil tem poucas chances de acabar com jejum

Última vitória de uma atleta nacional foi em 2006, mas numa prova de nível técnico questionável; este ano, a briga será boa

O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2011 | 03h02

O Brasil não vê uma atleta do País subir ao lugar mais alto do pódio da São Silvestre desde 2006, quando Lucélia Peres venceu uma prova de nível técnico questionável, sem a presença de estrangeiras de peso.

Neste ano, para que o jejum não aumente, as esperanças recaem sobre Adriana Aparecida da Silva, que venceu a maratona dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, e Cruz Nonata da Silva, prata nos 5 mil e 10 mil metros no México. Maria Zeferina Baldaia, de 39 anos, campeã da São Silvestre há dez anos, e Marily dos Santos, de 33, correm por fora.

Mas a briga não será fácil. Apesar de não contar com a queniana Alice Timbilili, campeã em 2010, a escalação do exterior tem nomes fortes, e é encabeçada por Priscah Jeptoo, também do Quênia, medalha de prata na maratona do Mundial de Daegu, em agosto. A atleta, que estreia na prova paulistana, tem o 13.º melhor tempo do ano (2h22min55), obtido na disputa dos 42.195 metros da Maratona de Paris, a qual venceu.

Junto com Priscah, figuram como favoritas a compatriota Eunice Kirwa, atual tricampeã da Meia-maratona do Rio, a italiana Nadia Ejjafini e a marroquina Samira Raif (atual campeã e recordista da Maratona de São Paulo). Nadia e Samira, aliás, já estão classificadas para a disputa da maratona na Olimpíada de Londres, no ano que vem.

Cruz Nonata voltou do Pan e fez preparação para prova, incluindo treinos na altitude de Campos do Jordão, ao contrário de Adriana, que está em busca de índice olímpico da maratona. "Meu ano foi totalmente voltado para o Pan. Realizei meu sonho (foi campeã) e agora já penso na Maratona de Tóquio, onde vou tentar o índice. Mas estou me sentindo bem."

A fundista preferiu não apontar favoritas - muito por causa da mudança do percurso. "A São Silvestre é uma disputa imprevisível, principalmente com essa mudança. O grupo de estrangeiras é forte e vai ser uma briga boa."

Veterana, Maria Zeferina Baldaia é realista e acha difícil repetir a vitória de 2001. "Vou tentar ficar entre as cinco do pódio. O nível está muito forte." E Marily nem se coloca entre as favoritas. "É melhor, porque vou correr sem pressão." / A.R. e V.Z.

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