''No fim do ano, serei o melhor de novo''

Muricy volta a ironizar críticos e tenta mostrar que nada abala sua confiança

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

Quase 40 dias sem vencer. Cobranças e insatisfação de todos os lados, principalmente de jogadores como Dagoberto e Borges, além de dirigentes como o próprio presidente Juvenal Juvêncio. Nada, no entanto, abala a confiança do técnico Muricy Ramalho, tricampeão nacional com o São Paulo. "Eu sou blindado, para chegar até mim precisa saber muito de futebol", diz o treinador, que, antes de dirigir o São Paulo, levou o Internacional ao vice-campeonato brasileiro em 2005, ano em que o Corinthians ganhou de maneira muito contestada. "Nem adianta (criticar) porque no fim do ano serei o melhor de novo. Faz quatro anos que sou o melhor."Muricy gosta de ironizar os críticos. Após sofrer cobranças por três anos seguidos à frente do São Paulo, sempre depois de derrotas na Libertadores, o técnico tenta demonstrar que nada pode abalá-lo no caminho de retomar as vitórias e de coroar o ano com títulos. "As pessoas, com as repetições das coisas, estão aprendendo. A ?corneta? já não era grande coisa antes, agora não passa de cornetinha", afirma o técnico. "Este ano é diferente. Tivemos várias lesões sérias. Mas tenho experiência. Eu acredito muito nesse time. A gente ainda está muito vivo nas competições", explica.Muricy considera boas as chances de classificação na Libertadores. A derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, anteontem, no jogo de ida, obriga a equipe tricolor a vencer ao menos por 1 a 0, dia 17, no Morumbi, para passar às semifinais. Já no Brasileiro, o São Paulo não conseguiu vitória em três rodadas. Mas o campeonato está só no começo.Para o treinador, mesmo com o jejum de resultados, as coisas vão bem. No seu entendimento, o clima entre os jogadores e a comissão técnica não está ruim, mesmo depois das cobranças públicas feitas por seus atletas. "Não tenho o mínimo desgaste aqui. Nosso ambiente está muito bom", afirma.O comandante são-paulino também achou normal a reclamação de Borges, insatisfeito por estar no banco de reservas. Disse que não pretende ter uma conversa à parte com o jogador. "Não foi nada grave", salienta. "Entendo que ele tenha ficado chateado por não jogar. Eu também ficava quando era jogador. Mas ele tem de entender que os dois que jogaram contra o Palmeiras entraram bem. Aí, poderia ser o Pelé que eu não iria mudar o time."O zagueiro Miranda vai atuar amanhã, novamente com o Cruzeiro, mas pelo Brasileiro. Será seu último jogo antes de se apresentar à seleção brasileira. Só volta em julho. Terá de torcer para o São Paulo chegar à semifinal. "Ainda quero jogar a Libertadores este ano", diz.O QUE ELE DISSEMuricy Ramalhotécnico do São Paulo"Eu sou blindado, para chegar até mim precisa saber muito de futebol. Nem adianta porque no fim do ano serei o melhor de novo. Faz quatro anos que sou o melhor""A corneta já não era grande coisa antes, agora não passa de cornetinha. Este ano é diferente. Tivemos várias lesões sérias. Mas tenho experiência. Eu acredito muito nesse time. A gente ainda está muito vivo""Não foi nada grave (sobre a reclamação de Borges). Eletem de entender que os dois que jogaram contra o Palmeiras entraram bem. Aí poderia ser o Pelé que eu não iria mudar o time"

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