No líder, pausa no futebol para dia de eleição tensa

Fluminense conhece hoje o novo presidente em votação que promete ser tumultuada. Time volta aos treinos após descanso

Leonardo Maia / RIO, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2010 | 00h00

Com o time do Fluminense à beira de conquistar um título brasileiro que não consegue há 26 anos, o clube das Laranjeiras dá uma pausa no Brasileiro para passar hoje por eleições para a escolha do novo presidente. Júlio Bueno, candidato apoiado pelo atual mandatário tricolor, e Peter Siemsen lutam para substituir Roberto Horcades para o próximo triênio. Siemsen recebe o suporte declarado do homem forte do patrocinador da agremiação, Celso Barros, e denuncia possíveis irregularidades no pleito. Os sócios poderão votar das 8 horas às 20 horas.

Segundo o advogado de 43 anos, sua candidatura havia recebido em julho uma lista com oito mil sócios aptos a votar. Agora, o clube apresentou uma listagem com 22 mil nomes. Por isso, o Ministério Público (MP) acompanhará a eleição hoje. Bueno, engenheiro de 55 anos, se mostra favorável à fiscalização. "Eu gostaria de ter o MP, a Interpol e a CIA fiscalizando", ironizou.

O ponto central de discordância entre os candidatos é justamente a forma como se dá a relação com a Unimed, que injeta dinheiro há 12 anos. Júlio Bueno, diretor da Petrobrás, rejeita o rótulo de situação, apesar do apoio de Horcades, e promete resgatar a autonomia do clube na aplicação dos recursos. "Sou crítico da falta de autonomia de decisão do Fluminense. Entendemos que o patrocínio não pode pagar diretamente o jogador. Hoje você tem jogador que recebe em dia e outros que sofrem com atrasos. É uma falta de simetria insustentável a médio e longo prazo."

Peter Siemsen, por sua vez, acha fundamental a extensão do casamento entre as partes, que considera de sucesso e cita os títulos da Copa do Brasil de 2007, os vice-campeonatos da Libertadores (2008) e da Sul-Americana (2009) e a boa campanha no Brasileiro deste ano.

Cautela. Na equipe, que ganhou folga ontem e volta aos treinos hoje, Muricy Ramalho pede cautela. "Ansiedade sempre existe e, por isso, os atletas têm de se cuidar física e mentalmente para diminuir isso."

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