No lucro, Kashiwa acha que pode ir mais longe

O adversário do Santos, amanhã, em Toyota, já poderia estar no lucro com duas vitórias neste Mundial de Clubes. Mas, embalado pela recente conquista do J. Legue, o campeonato nacional do Japão, e com as duas boas primeiras apresentações na competição, o Kashiwa Reysol, do brasileiro Nelsinho Baptista, já começa a pensar que é possível ir mais longe, mesmo tendo pela frente o poderoso Santos de Neymar e Ganso.

TOYOTA, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2011 | 03h06

A fase do time japonês é tão empolgante que ele acaba de entrar para a história do país como o primeiro time a vencer a 2.ª Divisão e, na sequência, a 1.ª, em 2010 e 2011.

Não bastasse isso, logo após a conquista nacional, o time foi para campo contra o Auckland, da Nova Zelândia, campeão da Oceania, na estreia no Mundial de Clubes. Venceu por 2 a 0 e avançou no Mundial. Na segunda rodada, contra um adversário considerado favorito, o time japonês não se intimidou e conseguiu levar a disputa contra o Monterrey, do México, para os pênaltis. E, de novo, saiu vencedor.

Agora, sabe que terá pela frente seu maior desafio e, ninguém, por mais otimista que seja, não vê o time da casa como franco atirador, uma grande zebra.

Ainda assim, Nelsinho Baptista adota uma postura confiante. "Depois do segundo jogo, estávamos brincando, todos alegres no vestiário, mas criamos um problema, que é enfrentar o Santos agora, já que é uma grande equipe. Vamos tomar alguns cuidados para este jogo. Vamos respeitá-los, mas temos que fazer nosso trabalho ofensivo", comentou o treinador.

"Para nós será um jogo diferente do que estamos acostumados a disputar. Meu time ainda é jovem, vem ganhando experiência. Agora, enfrentaremos, senão o melhor clube, um dos três melhores do Brasil e talvez do mundo. Enfrentar um time com qualidades individuais e a organização tática do Muricy Ramalho, será mais uma novidade para a equipe."

Além de Nelsinho Baptista, o time japonês conta também com o talento dos brasileiros Jorge Vagner e Leandro Domingues, que ditam o ritmo de um time que aposta na velocidade, especialmente do lateral-direito Sakai, que interessa ao Santos, mas que, ao que tudo indica, não deixará o clube japonês agora. A ideia é mantê-lo no país ao menos até a Olimpíada de 2012, apostando na valorização do atleta de 21 anos.

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