No Mundial de Ginástica, equipe masculina tem campeão olímpico e opções de escolha

Longe da escassez de atletas enfrentada pela seleção feminina, time terá seis atletas na Antuérpia. O destaque é Arthur Zanetti, ouro em Londres-12 nas argolas

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2013 | 08h19

SÃO PAULO - Se a ginástica feminina padece com a falta de renovação, o momento é de fartura entre os homens. A seleção masculina estará completa na Antuérpia, com seis atletas, e uma média etária de 22,8 anos. Capitaneado por Arthur Zanetti, campeão olímpico das argolas, o time é grande aposta para bons resultados na Olimpíada do Rio, em 2016.

 

Depois da inédita medalha em Londres, Zanetti tentará fazer companhia a Daiane dos Santos e a Diego Hypolito na galeria dos brasileiros campeões mundiais da ginástica. No Mundial do Japão, disputado em 2011, ele ficou com a prata.

 

"Estabelecemos objetivos grandes – ganhar a Universíade e o Mundial. O ouro no Mundial é um resultado inédito para ele, mas não ficaremos abalados se não conseguirmos. O foco é 2016", explica o técnico Marcos Goto – o título da Universíade, aliás, veio em agosto.

 

Para buscar o ouro, o ginasta aposta em um elemento que leva seu sobrenome. Homologado no sábado pela Federação Internacional, faz com que a nota de partida seja um décimo superior a de seus dois principais rivais, o grego Elefhterios Petrounias e o francês Samir Ait Said.

Zanetti, de apenas 23 anos, tem totais condições de chegar nos Jogos do Rio em plena forma. A ginástica masculina, ao contrário da feminina, permite que os atletas tenham uma carreira mais longeva.

 

Prova disso é Diego Hypolito. Apesar das várias cirurgias a que foi submetido, chega a seu oitavo Mundial – é o maior colecionador de títulos, com dois ouros, uma prata e um bronze, todos no solo. Completam o time o estreante Arthur Nory (individual geral), Péricles Silva (cavalo com alças) e Francisco Barreto (paralelas e barra fixa).

 

A ginástica masculina acabou se beneficiando, no longo prazo, com os esforços concentrados nas mulheres. Os homens tiveram uma equipe permanente em Curitiba por quatro anos, desfeita em 2007. A ação da Confederação terminou por fortalecer a atividade dos clubes, com técnicos e atletas em contato diário. No feminino, a permanência do pequeno grupo da seleção, concentrado no sul do País, é apontado como uma das causas da atual escassez.

 

A evolução dos resultados tem sido fácil de se constatar. No Pan de Guadalajara, em 2011, a equipe ganhou seu primeiro ouro. Em 2012, ficou perto da classificação para a Olimpíada e levou à competição o maior número de ginastas da história. Além de Zanetti e Hypolito, também competiu Sérgio Sasaki, de 21 anos, 10.º no individual geral, o melhor resultado brasileiro da prova.

 

Na preparação para a Antuérpia, o Brasil se deu ao luxo de levar três ginastas apenas para treinar com os titulares – Fellipe Arakawa, Pétrix Barbosa e Victor Rosa. E ainda deixou no País um grupo de pelo menos sete jovens atletas. / COLABOROU ALESSANDRO LUCCHETTI

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