No ônibus argentino, alegria e batucada

Dessa vez a batucada foi feita no ônibus da Argentina. Uma festa para chinês ver bem ao estilo brasileiro, com risadas altas, caretas e sorrisos largos. E ainda muitos tchauzinhos para quem tentasse tirar fotos. Só o sotaque era diferente. A festa foi em castelhano. Riquelme era um dos mais satisfeitos. "Vamos continuar trabalhando firme, mas não temos de pensar na Nigéria agora. Precisamos saborear esse triunfo diante do Brasil, comer bem e cantar um pouco mais. Não é todo dia que se ganha do Brasil dessa forma (3 a 0)", disse o craque do Boca Juniors, uma das apostas do técnico Sérgio Batista com idade acima dos 23 anos. Riquelme comentou sobre a paciência que o time argentino teve durante a partida no Estádio dos Trabalhadores. "Jogamos com inteligência e soubemos esperar. Tivemos paciência. Não se pode enfrentar Ronaldinho sem atenção. Nem o Brasil. Tínhamos de ser inteligentes e esperar o nosso momento." O camisa 10 da Argentina também sabia que no estádio havia outro 10 inesquecível na história do futebol: Diego Armando Maradona. Ele veio a Pequim somente para ver a conquista do ouro de seu país. Se conseguir, será o segundo consecutivo em Jogos.Maradona deu sorte ao time. "Ele sempre pergunta por todos, telefona a cada dia e certamente está feliz como nós estamos", disse Riquelme. O craque não mencionou a derrota da Argentina para o Brasil na Copa América da Venezuela, no ano passado. "O importante é saber que estamos em outra final e prontos para mais 90 minutos. Queremos fazer o melhor para nós e para a nossa gente." Messi foi o único que passou sem dar declarações. Foi direito para o ônibus comandar o "pagode" argentino. Os atletas também admitiram um pouco de sorte da equipe no primeiro gol da partida, de Sergio Aguero - também autor do segundo."Tivemos um pouco de sorte, sim, mas sabíamos que se a gente marcasse o primeiro gol os outros poderiam acontecer em seguida. O Brasil já passou, como passaram a Austrália e outros mais." O jogador disse que estar numa final olímpica é um momento incrível para sua carreira. Mascherano ressaltou que falta pouco para o time atingir seu objetivo na China, mas não cantou vitória antes do tempo. Na Olimpíada de Atlanta-1996, Nigéria e Argentina fizeram a final. E deu o time africano. "Os nigerianos são fortes. Falta um passinho para a gente chegar lá. Sabemos que vai ser duro. Perdemos para eles em Atlanta, mas não tem como comparar. Muitos anos se passaram. Eu não me lembro de quase nada." O volante com passagem pelo Corinthians também disse que o Brasil não vem respeitando sua história. Referia-se ao pouco poder de fogo do time. "Mas esse é um problemas deles e não nosso. Não quero falar muito do Brasil."

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