No Pacaembu, Palmeiras quer a torcida em paz

No reencontro após a confusão na Argentina, o técnico Gilson Kleina pede para a torcida jogar junto com o time

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2013 | 04h20

Todo mundo sabe que uma vitória é a melhor forma de jogadores e torcedores voltarem a conviver em paz. Principalmente no Palmeiras, em que a relação entre o campo e a arquibancada anda efervescente nos últimos tempos. A primeira chance de 'trégua' será hoje, quando a equipe enfrenta o Paulista às 20h30 no Pacaembu. Vai ser o reencontro dos atletas com a torcida após a confusão na Argentina.

Jogar em casa causa preocupação a Gilson Kleina, que fez um apelo. "Queremos o torcedor junto. Ele é o nosso décimo segundo jogador e é bonito vê-lo fazendo festa e gritando na arquibancada. A gente tem de voltar a ter química com a torcida", pediu.

Com receio de mais torcedores irem ao Pacaembu atrás de confusão - inclusive os que estavam em Buenos Aires na semana passada -, o Palmeiras resolveu lançar uma campanha pedindo para que os palmeirenses façam denúncias contra torcedores infratores. Serão estendidas faixas no gramado antes do jogo hoje pedindo para que quem identificar alguém em uma ação que prejudique o clube envie um e-mail para ouvidoria@palmeiras.com.br. Além disso, será pedido para que não seja arremessado objetos no campo e que sinalizadores ou fogos de artifício nem sequer entrem no estádio.

Para aumentar o clima de tensão entre a nova diretoria e as organizadas, ontem a Mancha Alvi Verde, em nota, admitiu excesso na confusão no aeroporto em Buenos Aires, mas atacou o presidente Paulo Nobre, o acusando de "oportunista e covarde".

Em campo. Para Gilson Kleina, a ordem é esquecer a competição continental - algo que parece ser inevitável, já que até a escalação para o jogo conta com a influência da Libertadores. O treinador parece receoso de colocar Leandro no time e tirar Vinícius, porque o reforço que veio do Grêmio não está inscrito na competição sul-americana. "Tenho de pensar em dois times", admite o técnico, que ainda não tem sua equipe-base definida, mesmo com todos os jogadores à disposição.

A necessidade de vencer e conseguir fazer gols - algo que não acontece há três jogos - é grande e hoje o treinador pode apostar em uma formação mais ofensiva, com até três novidades.

No meio, Patrick Vieira ganha a vaga de Charles e fica responsável pela criação ao lado de Valdivia. No ataque, Vinicius disputa vaga com Leandro. Na lateral-esquerda, Juninho entrou bem no clássico, substituindo o suspenso Marcelo Oliveira, e pode ficar no time. Machucados, o volante Souza e Maikon Leite continuam fora. Valdivia, mesmo com dores no tornozelo, vai para o jogo.

Kleina fez questão de defender o atacante Kleber e negar que pense em tirá-lo do time. "Temos plena confiança nele. Conversamos (após perder uma grande chance contra o Tigre) e com certeza se ele estivesse com ritmo, teria feito. Mas ele tem ousadia e coragem e logo a bola começa a entrar", projetou.

Adversário. No Paulista, Giba não tem nenhum desfalque.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.