''No papel, o time é muito forte''

Algoz são-paulino na Libertadores de 2008 esbanja confiança em fazer a torcida paulista feliz. Com gols e títulos

, O Estadao de S.Paulo

25 de janeiro de 2009 | 00h00

Aos 33 anos, o atacante Washington faz hoje a estreia mais aguardada pelo torcedor são-paulino. Na última vez em que disputou o Campeonato Paulista (em 2001, pela Ponte Preta), foi o artilheiro, com 16 gols. A torcida tricolor, porém, sonha que ele possa repetir outra de suas façanhas: em 2007, foi o goleador do Mundial de Clubes atuando pelo Urawa Red Diamonds, do Japão. Carrasco do São Paulo na Taça Libertadores, com um gol no último minuto do jogo contra o Fluminense pelas quartas-de-final, Washington foi responsável pela maior tristeza do São Paulo em 2008. Hoje, começa sua jornada para mudar de vez essa imagem.Como é essa história de ter feito o torcedor chorar no ano passado e agora brigar para ser ídolo?Faz parte do futebol. Claro que no ano passado fui muito feliz jogando contra o São Paulo. Mesmo que não tivesse feito os gols contra, hoje teria a mesma responsabilidade. O que eu sei é que estou preparado para deixar a torcida feliz, após o que fiz no ano passado. O São Paulo foi eliminado nos últimos três anos por times brasileiros na Libertadores. Para este ano, qual o time mais forte entre os brasileiros?O São Paulo é um time muito forte e vai chegar muito bem na Libertadores. Acho Cruzeiro e Grêmio equipes que vão chegar também, não sei se a LDU vai vir com o mesmo time do ano passado, mas tem outros times que são surpresa, como foi o próprio Fluminense. Tem também o Boca, que todo ano vai ser um dos favoritos, é forte sempre.Qual você considera a sua melhor temporada até hoje?Graças a Deus venho tendo boa sequência nos últimos anos, mas acho que os anos em que estive na Ponte, em 2001, e no Atlético-PR, em 2004, foram realmente especiais.E o que aqueles times tinham que facilitaram seu desempenho?Tinham grandes jogadores e eu era usado como ponto de referência. Então, o time jogava comigo na frente, dava bastante opções no ataque. E eu vivia um bom momento e aproveitava as chances.Você acha que rende melhor quando se torna a referência na frente, com o time jogando para você?Normalmente, onde eu jogo eu sou a referência, né? Pelo meu estilo de jogo. O time vai se acostumar com meu jeito e as coisas vão se encaixando.Seu estilo de jogo depende apenas dos gols ou você consegue se destacar no time de outra forma?Atacante tem de fazer gols. Pela esperança que o torcedor tem em mim e a grande expectativa, a gente sempre tem de estar fazendo gols. Mas isso é natural, tenho de pegar o esquema de jogo com o tempo.Nesse Paulista, quem é seu principal rival pela artilharia?Ah, tem grandes jogadores. Estão aí o Kléber Pereira, que já saiu na frente, o Keirrison, que também foi um dos artilheiros no último Brasileiro. Tem o Ronaldo, quando se recuperar. Tem o Borges, que vai lutar pela artilharia também. Então, tem grandes centroavantes brigando pela artilharia.Esse elenco do São Paulo é um dos mais fortes com que você já trabalhou?Sim, é um dos mais fortes. Pelo menos no nome, no papel, está sendo um dos mais fortes. Vamos ver o que ele vai conseguir fazer na prática.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.