No passado, bons momentos e eliminações

No passado, bons momentos e eliminações

Os Bafana foram a duas Copas, antes de ganharem o direito de ser anfitriões. Caíram em ambas, mas festejaram

, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2010 | 00h00

Parece uma grande incoerência, mas justamente no ano em que sedia a Copa do Mundo, a África do Sul tem uma seleção considerada inferior à que representou o país nas duas participações anteriores. É fato que em 1998 e 2002 os Bafana Bafana não passaram da primeira fase. Em ambas as ocasiões, no entanto, a equipe viveu bons momentos.

Provavelmente os sul-africanos não debutaram antes em Mundiais por causa da abominável política do Apartheid que até 1994 vigorou no país. A confederação local pleiteou disputar as Eliminatórias já da Copa de 1966, na Inglaterra. Foi proibida pela Fifa como forma de pressão, veto só retirado nas Eliminatórias para a Copa dos Estados Unidos, após o fim do regime racista.

Os Bafana não foram aos EUA. Em 1996, porém, venceriam a Copa Africana de Nações com uma seleção que seria a base daquela que garantiria vaga na Copa de 1998. A estreia na França não poderia ter sido pior. De cara, enfrentou a seleção anfitriã e não teve a menor chance: caiu por 3 a 0.

Os dois jogos seguintes foram mais animadores. Dois empates. No 1 a 1 com a Dinamarca, o maior ídolo do país à época, Benny McCarthy, fez o primeiro gol sul-africano em Copas. A despedida foi num 2 a 2 com a Arábia Saudita, Bartlett marcou duas vezes, sendo que o gol do empate definitivo saiu aos 49 da etapa final.

O capitão daquele time, Lucas Radebe, disse que jamais vai esquecer a experiência. "Foi incrível. Eu sonhava em jogar uma Copa ao ver as partidas pela televisão e, em 1998, me vi dentro de campo, e ainda por cima como capitão do meu país"", recorda, emocionado. "Isso é algo que um ser humano jamais esquece.""

Quatro anos depois, Radebe e McCarthy estavam novamente no time dos Bafana que jogou na Coreia do Sul e no Japão. Ambos marcaram contra a Espanha, mas a derrota por 3 a 2 eliminou a seleção. A equipe ficara no 2 a 2 com o Paraguai e vivera a seguir seu melhor momento em Mundiais. Foi no 1 a 0 sobre a Eslovênia, gol de Nomvethe, a primeira (e única) vitória da África do Sul em Copas.

Aquela geração envelheceu, não houve renovação e o país ficou fora da festa em 2006. Agora, é anfitrião. E vive a expectativa, quase obrigação, de fazer bonito.

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