Zeca Resendes/Divulgação
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No Rio, golfistas lutam por pontos no ranking mundial

Competição vai até domingo e reunirá 132 golfistas de 19 países pelo PGA Tour Latinoamérica, circuito de terceiro nível no golfe

MARCIO DOLZAN, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2014 | 17h34

O Aberto do Brasil de golfe começa nesta quinta-feira com boas expectativas para Alexandre Rocha. Segundo melhor brasileiro no ranking mundial da modalidade e terceiro colocado no torneio do ano passado, ele espera melhorar seu desempenho na edição deste ano, que vai até domingo e reunirá 132 golfistas de 19 países pelo PGA Tour Latinoamérica, circuito de terceiro nível no golfe mundial.

"Tenho me preparado bastante bem, já há duas semanas. Me sinto à vontade, conheço bem o campo e fiz um treino bastante específico", contou o golfista, 695º no mundo e que recentemente ficou em terceiro lugar no Aberto do México.

O torneio no Brasil será disputado no Gávea Golf Club, na zona sul do Rio. "É um campo extremamente complicado, mas que exige menos em termos de potência e mais em precisão, que é justamente o meu estilo", destacou Rocha.

O Aberto do Brasil tem premiação de US$ 150 mil e distribui pontos para os seis primeiros no ranking mundial, importante para quem busca uma vaga na Olimpíada do Rio/2016. Por ser o país-sede, o Brasil tem uma vaga no masculino e uma no feminino já garantidas, mas pode ganhar um segundo competidor através do ranking mundial - a estimativa é que seja necessário ter dois atletas entre os 300 melhores para assegurar duas vagas.

"Eu continuo com muita expectativa de participar da Olimpíada, e isso vem desde que foi anunciado que o golfe estaria nos Jogos. Mas a única maneira de eu estar lá é fazendo o que tenho feito: participar do máximo de torneios que rendam boa pontuação, para melhorar no ranking", disse Rocha, que desde novembro do ano passado é treinado pelo canadense Craig Davies.

Depois de jogar por duas temporadas o PGA Tour, o circuito mais importante do mundo, Rocha perdeu o cartão para 2013. Neste ano, somou apenas US$ 44.842 mil em premiações (contra mais de US$ 600 mil em 2012) e perdeu também a credencial para jogar o Web.Com Tour, um dos circuitos de acesso. É por isso que ele disputa o PGA Tour Latinoamérica. Até o fim do ano, ele ainda luta para recuperar o cartão em na seletiva Q-School.

O melhor brasileiro no ranking mundial de golfe é o gaúcho Adilson da Silva, que ocupa a 297º posição. Ele, contudo, está radicado na África do Sul e não vem para a disputa do Aberto do Brasil. Adilson soma 32.15 pontos, contra 9.13 de Rocha. O campeão do Aberto do Brasil ganha seis pontos, apenas.

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