Arquivo/IAAF
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No Rio, Michael Johnson treina revezamento brasileiro masculino

CBAt resolveu apostar pesado nas provas em que o País tem mais chances de medalha

Amanda Romanelli, Agência Estado

11 de fevereiro de 2014 | 21h05

RIO - Depois de o Brasil passar em branco no Mundial de Moscou, no ano passado, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) resolveu apostar pesado nas provas em que o País tem mais chances de medalha. Por isso, trouxe ao Rio, para ajudar na preparação do revezamento masculino 4x400m, o atual recordista mundial dos 400m, o norte-americano Michael Johnson.

Quatro vezes campeão olímpico (sendo duas dela nos 400m, em Atlanta e Sidney), o ex-corredor comanda um centro de alta performance em Dallas (EUA). Desde segunda-feira, está no Rio trabalhando com nove atletas e seus respectivos treinadores. Foram convocados os sete primeiros do ranking brasileiro adulto de 2013 nos 400m, além dois melhores da categoria juvenil.

Em dezembro, uma equipe de treinadores que trabalham com Michael Johnson veio a Campinas para um diagnóstico dos atletas brasileiros. Agora o trabalho de consultoria se inicia verdadeiramente. O ex-atleta fica no Rio até esta quarta, mas os dois treinadores que o acompanham só voltam na sexta. A ideia é prestar consultoria e ajudar no desenvolvimento não só de atletas, mas também de técnicos.

"Em 1996, os Estados Unidos organizaram a Olimpíada em Atlanta e para mim foi um grande momento competir em casa", disse o norte-americano. "Assim, entendo perfeitamente o trabalho da CBAt, do COB e dos atletas brasileiros. Meu papel será principalmente o de ajudar treinadores e atletas a obter bons resultados e evitar lesões", explicou.

A expectativa é depositada principalmente em cima de Anderson Henriques, da Sogipa-RS, que no ano passado foi à final dos 400 m, completando a prova em oitavo lugar. Na semifinal, fez a distância em 44s95, tornando-se o segundo brasileiro a correr a prova em menos de 45 segundos. O revezamento também chegou à final em Moscou.

"Ele (Johnson) é uma referência mundial nos 400m e no 4x400m, uma das provas em que podemos crescer, pois temos bom grupo de atletas com bons resultados", comenta Antonio Carlos Gomes, superintendente de alto rendimento da CBAt. O bicampeão olímpico está no Rio com especialistas do seu centro de treinamento e fazem testes de avaliação dos brasileiros na pista da Escola de Educação Física do Exército, na Urca.

Em março, a CBAt vai definir um grupo de atletas que ficará cerca de seis semanas no centro de alta performance de Michael Johnson em Dallas, encontrará seu ex-técnico, Clyde Hart, e participará de competições de revezamento e individuais nos Estados Unidos. No mesmo mês será realizado o primeiro Mundial de Revezamento, nas Bahamas.

No feminino, três atletas do revezamento 4x100m (Evelyn dos Santos, Rosângela Santos e Tamiris de Liz) vão passar o ano treinando na Universidade de Miami, um dos principais centros de treinamentos para atletas de velocidade. Ana Cláudia Lemos e Franciela Krasucki seguem no Brasil porque têm boa estrutura nos clubes.

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