No Santos, Bill e Patito devem jogar contra o Atlético-MG

Dois reforços treinam e vão formar o ataque titular; time não marca gol há três rodadas

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2012 | 03h08

SANTOS - A semana começou bem para Muricy Ramalho. Os dois mais novos reforços, Patrício Juán Rodríguez, o Patito, e Bill, treinaram juntos no dois toques de ontem à tarde no CT Rei Pelé e devem formar o novo ataque do Santos contra o Atlético-MG, quinta-feira à noite, no estádio Independência, em Belo Horizonte. Outro que participou do treino foi o meia Bernardo, recuperado de distensão muscular na virilha e que deve jogar no meio de campo.

A diretoria trabalha em silêncio para acertar os detalhes finais da contratação de Rafael Moura, do Fluminense. Já houve acerto com o atacante, que ganha R$ 360 mil por mês no Rio, mas falta um acordo com o clube carioca, que pede uma compensação financeira para emprestar He-Man até dezembro.

Depois de três jogos sem vencer, sem fazer um gol sequer e a um ponto da zona de rebaixamento, o clima de ontem à tarde, no CT Rei Pelé era de que o pior já passou. "O Santos passa por uma transição e precisa reagir como um todo", disse Léo, Para ele, não é momento de caça às bruxas. Uma de suas explicações para a queda livre do time é a falta que Neymar faz. "O time atual é mais dependente de Neymar do que o de 2002 era de Diego e Robinho".

A derrota de sábado para o Vasco expôs a fragilidade de um time que começou a se desintegrar após liberar Ibson para o Flamengo na véspera do primeiro jogo das semifinais da Libertadores contra o Corinthians. A medida foi necessária para o clube economizar o salário de R$ 350 mil mensais e se livrar do pagamento da última parcela, de um 1 milhão (cerca de R$ 2,5 milhões), a ser paga em dezembro ao Spartak de Moscou.

Agora, o Santos quer começar a se reerguer. Mesmo com o aproveitamento de 30.3% - o Atlético-PR caiu com 41 pontos ganhos e 35.9% de aproveitamento, em 2011 -, dirigentes, jogadores e membros da comissão técnica não admitem a ameaça de rebaixamento. "A conquista do título ficou difícil, mas temos possibilidades de nos classificar para a Libertadores", completou Léo.

 

Tudo o que sabemos sobre:
Santos FCMuricy RamalhoBill

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.