No sufoco, Brasil derrota Porto Rico e vence o Grupo A

Muito irregular em quadra, seleção brasileira bate adversários por 97 a 94 e garante vantagem para a semifinal

27 de julho de 2007 | 16h54

Diante de seu adversário mais forte no Pan até agora, o Brasil, mesmo que muito inconstante, derrotou Porto Rico por 97 a 94, nesta sexta-feira, e garantiu a primeira colocação no Grupo A, posição que dá aos brasileiros vantagem nas semifinais. O adversário ainda não foi definido. Veja também: Quem fica em segundo lugar no Pan? O quadro de medalhasOs detalhes das modalidades em disputa   O primeiro quarto começou bem disputado, mas o time comandado por Lula Ferreira sofreu muito com os contra-ataques de Porto Rico, com destaque para o armador e capitão Juan Barea, que joga no time Dallas Mavericks, da NBA. Porém, o jogo característico de bolas de média e longa distância - principalmente do ala Marcelinho Machado e do armador Waltinho - do Brasil deu resultado, o que garantiu uma pequena vantagem de 23 a 19. As jogadas de garrafão começaram a ser mais utilizadas pelos brasileiros no segundo quarto, o que ajudou bastante a seleção manter uma certa vantagem sobre o adversário. Mas as faltas começaram a se tornar um problema para o Brasil, que não pôde utilizar tanto o pivô Murilo, era um dos principais cestinhas do grupo. Só que ala Marcus Vinícius, que geralmente começa no banco, entrou muito bem, fez cestas importantes e cavou faltas providenciais. Aliás, por sua ótima performance, manteve-se em quadra e foi um dos grandes destaques em quadra. Além dele, Marcelinho Huertas também entrou e fez bonito, principalmente nos arremessos de três pontos. Com a 'mão quente', o armador infernizou a defesa de Porto Rico, que teve de se contentar em ver o brasileiro acertar uma cesta atrás da outra. A equipe de Lula Ferreira fazia até o momento a sua melhor apresentação no Pan, e os adversários já não mantinha o mesmo nível do primeiro quarto. Resultado: 56 a 41 para o Brasil, uma bela vantagem de 15 pontos antes do intervalo da partida. Porto Rico voltou mais ligada no terceiro quarto e diminuiu um pouco a vantagem logo no começo. O Brasil, por sua vez, deu uma certa relaxada, mas pelo menos um jogador se destacou, o pivô JP Batista, que brigava muito no garrafão, tanto na defesa, quanto no ataque. Porém, os esforços defensivos ficaram nas mãos apenas de JP, que sozinho não pôde fazer nada contra os arremessos de três pontos dos adversários, que começaram a cair com uma freqüência perigosa (só o ala Carmelo Lee tinha cinco acertos em seis tentativas!), tanto que com terminou o quarto diminuindo a brasileira para apenas quatro pontos. No último e decisivo quarto, JP saiu para a entrada de Murilo, titular da posição, mas que não estava em uma de suas tardes mais felizes. A substituição equivocada piorou mais ainda a situação da equipe brasileira, que dava muito espaço para Porto Rico, que ganhou confiança e passou a dominar o garrafão. Aí, o que parecia um jogo até certo ponto tranqüilo para os pupilos de Lula Ferreira, virou uma guerra de nervos. JP voltou à quadra, mas no lugar do ala Marcos Vinícius, deixando o time com dois pivôs mais pesados. A estratégia deu ao Brasil muito mais força no garrafão, equilibrando as coisas no setor contra Porto Rico, e o jogo passou a ser muito disputado, ponto a ponto. Já nos últimos e dramáticos minutos de jogo, a estrela de Marcelinho Machado brilhou, preciso nos arremessos de média distância, o ala puxou a responsabilidade para ele e comandou seus companheiros à suada vitória.

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