Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

No surfe, campeão promete ir atrás do bicampeonato mundial

Brasileiro quer bom início de temporada, que começa nesta 4ª

Entrevista com

Mineirinho, campeão mundial de surfe em 2015

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

07 de março de 2016 | 07h00

Adriano de Souza, o Mineirinho, ainda saboreia a vitória no Circuito Mundial de Surfe no ano passado, conquistada na última etapa do ano, no Havaí, mas já olha para frente para o início da nova temporada, que começa na quarta-feira à noite (quinta de manhã na Austrália) com 11 etapas e dez brasileiros na disputa. 

O atual campeão mundial de surfe sabe que todos estarão querendo tomar sua taça, mas espera começar com o pé direito no Quiksilver Pro Gold Coast, que tem prazo para terminar no dia 21. Nesta entrevista ao Estado, o surfista, que começou no esporte ainda criança na praia do Tombo, no Guarujá, fala sobre suas chances de bicampeonato e sobre o impacto do título em sua vida.

Qual a expectativa para a primeira etapa da temporada?

Acho que quando começar o campeonato dará um friozinho na barriga, sabendo que estarei disputando a minha primeira etapa depois de ser campeão do mundo. Eu pretendo manter o meu desempenho do ano passado, e isso seria excelente. Seria o passo perfeito para trabalhar bem a chance de conquistar o bicampeonato.

 

Quem são os adversários que podem estragar um possível bicampeonato seu?

Não descarto ninguém. Todos para mim são concorrentes fortes, pois a meta de todo mundo neste ano é me superar. Depois da etapa em J-Bay (na África do Sul, a sexta de onze etapas da temporada e que será disputada entre os dias 6 e 17 de julho) acho que começaremos a ver quais são os favoritos do ano.

O que mudou na sua vida desde o título mundial?

Acho que nada! Na verdade ainda não realizei que sou o campeão do mundo. Vamos ver quando começar o campeonato se algo mudará.

Agora você é um surfista casado. Pretende levar sua esposa para todas as etapas?

Nós temos a nossa vida, ela tem o trabalho e os negócios dela. Mas a ideia é estar junto sempre que for possível e agora, como estamos casados, fica bem mais prático.

Você obteve um novo patrocínio recentemente. Como é sua relação com os negócios e esse interesse pelos investimentos?

Eu sempre fui fanático pelo mercado financeiro, mas morria de medo de fazer algo, pois achava que seria enganado, que poderia perder dinheiro. Porém ao conhecer o pessoal da XP Investimentos, eles me trataram super bem, me ofereceram cursos básicos para entender o mercado e fui vendo que não é um bicho de sete cabeças. Hoje em dia, estou sempre falando com eles, questionando mais, porque agora entendo mais e acho que eles também se interessaram em me ter como embaixador, porque eu posso ser um bom exemplo de que tudo o que você sonha na vida, você consegue se tiver esforço e pessoas profissionais ao seu lado. Acho que daí surgiu a parceria.

O Mick Fanning avisou que não pretende disputar todas as etapas. Como é ver ele fora da briga pelo título?

Não o descarto, ainda. Se ele disputar quatro etapas e vencer as quatro, por exemplo, está na briga pelo título. O Mick é sempre favorito em toda a etapa que estiver.

Desta vez, serão dez brasileiros no Circuito Mundial. Como é a relação de vocês, com quem você se dá melhor?

Me dou muito bem com todos. Acho que nós todos nos respeitamos muito e nos ajudamos. É difícil falar apenas um nome, pois realmente gosto de todos os brasileiros. Esse é o nosso diferencial, ser um grupo unido que se ajuda. Se continuarmos assim, possivelmente chegaremos a um terceiro título mundial para o Brasil.

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