Nobre completa um mês de gestão com altos e baixos

Presidente contratou nove jogadores, reforçou diversos departamentos, liberou o craque do time e descartou Riquelme

O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2013 | 02h09

Um dos presidentes que mais contou com apoio dos torcedores do Palmeiras nos últimos anos, pelo menos em seu início de mandato, Paulo Nobre completa um mês no comando do clube hoje. Sua gestão é marcada, por enquanto, por altos e baixos.

Logo que assumiu, Nobre já teve que nos primeiros dias decidir pela contratação ou não de Riquelme após o seu antecessor, Arnaldo Tirone, ter deixado as negociações bem avançadas. Nobre, porém, recusou o negócio e desagradou aos defensores do experiente meia argentino, que voltou para o Boca Juniors.

Pregando o profissionalismo como bandeira de sua campanha, contratou José Carlos Brunoro, de passagem histórica pelo clube durante a década de 90 como dirigente da Parmalat, e junto com ele veio a esperança da chegada de craques.

Mas pouco depois de liberar Riquelme, Nobre tomou mais uma decisão que acabou desagradando a muitos torcedores. Em uma negociação rápida, e até certo ponto surpreendente, vendeu o atacante Barcos para o Grêmio, que em troca emprestou quatro jogadores (Vilson, Léo Gago, Rondinelly e Leandro), deu R$ 4 milhões ao Alviverde e quitou suas dívidas com a LDU e com o atacante argentino.

Nobre sempre pregou cautela e pediu tempo para analisar a situação do clube. A empresa de Brunoro ficou responsável por fazer uma consultoria e tentar descobrir como estavam os cofres do clube. Enquanto isso, o presidente teve de ir atrás de contratações emergenciais, já que o técnico Gilson Kleina tinha dificuldades até para montar o banco de reservas.

Weldinho, Vilson, Charles, Léo Gago, Marcelo Oliveira, Ronny, Rondinelly, Leandro e Kleber chegaram e deram um respiro para o treinador. Mas enquanto corria atrás de reforços, Nobre precisou reestruturar outros departamentos. Contratou pessoas de sua confiança para cuidar do marketing e do departamento financeiro e contratou Omar Feitosa para auxiliar Brunoro no futebol.

Os seis jogos invictos na temporada ajudaram a dar um alívio para o presidente, que promete mais investimentos somente no segundo semestre. Ao torcedor, resta a esperança. / D.B

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