Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Nome do Itaquerão deve vir do exterior

Empresa estrangeira negocia a compra dos naming rights do estádio do Corinthians

Paulo Favero e Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 23h47

SÃO PAULO - O Corinthians negocia os naming rights do Itaquerão com uma empresa estrangeira. O anúncio da marca que dará nome ao estádio pode ser feito já no primeiro semestre de 2013.

Duas variáveis estão sendo discutidas. O valor do contrato, até maior do que os R$ 400 milhões previstos, e tempo de duração do acordo - pode se estender até por mais de duas décadas.

O "perfil" da empresa que negocia com o clube é de uma multinacional que possui pequeno market share no Brasil e pensa em ampliar isso. Dar nome ao estádio seria uma maneira de ela crescer rapidamente no País.

O Corinthians não revela as empresas com as quais negocia a venda do nome, mas admite que o negócio deve ser fechado antes de o estádio ficar pronto - a previsão atual é dezembro de 2013.

"Isso caminha, já é um fato, temos tratativas (de conversas), mas é duro falar em datas", disse ao Estado o presidente Mário Gobbi. "É de fora (a empresa)."

O nome do estádio é a principal fonte de recurso para custear a obra, orçada em R$ 820 milhões - R$ 400 milhões virão do BNDES, em forma de empréstimo, e outros R$ 420 milhões, via um projeto de isenção fiscal da Prefeitura de São Paulo.

Os naming rights pagarão o empréstimo do BNDES. A ideia inicial era vender o nome do estádio por um prazo de dez anos, tempo que o clube terá para pagar as parcelas ao banco.

Houve conversas com empresas já consolidadas no País, mas muitas negociações esbarram num problema. Não de ordem financeira, mas sim por questões de mercado.

Algumas delas tiveram receio de associar sua marca a um único clube de maneira tão forte, como batizar o estádio. Daí surgiu como foco as companhias pouco conhecidas no País.

As empresas com as quais o Corinthians abriu negociações receberam projetos do clube detalhando quais ações de marketing serão feitas além de simplesmente ceder o nome ao estádio.

A possibilidade de o acordo ser fechado por mais de dez anos é grande pelo fato de que algumas empresas consideram o prazo muito curto. O Corinthians agora trabalha com o mínimo de 12 anos até um período de 25 anos - por um valor bem superior aos R$ 400 milhões.

Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do clube, acredita que o nome do estádio já vale mais de R$ 400 milhões.

"Quando você compra um apartamento na planta é um preço. Com um ano de obras é outro, e quando ele está pronto e decorado é maior ainda."

BANDEIRA BRANCA 

Na última segunda-feira, Gobbi e Rosenberg participaram de uma reunião do Conselho Deliberativo para explicar aos conselheiros a engenharia financeira para construir o estádio. Além disso, explicaram o motivo da criação de um fundo imobiliário necessário para viabilizar o empréstimo.

Segundo eles, o Conselho entendeu as justificativas da diretoria e agora apoiam a construção do estádio.

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