Nos EUA, ninguém duvida da força de Roger Federer

Há tempos que o tenista suíço, líder do ranking da ATP, não era considerado tão favorito a um título de Grand Slam como esse

FERNANDO FARO , ENVIADO ESPECIAL / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2012 | 03h06

Apontar Roger Federer como principal favorito a um título de Grand Slam é uma realidade à qual ele havia se desacostumado nos últimos tempos. Aos 31 anos, o tenista suíço viu Novak Djokovic e Rafael Nadal monopolizarem a disputa pelos principais torneios da temporada, incluindo os quatro Grand Slams, e teve que conviver com perguntas sobre aposentadoria. Com a classe habitual dentro das quadras, deu a volta por cima, voltou a ser número um do ranking mundial e entra como o nome a ser batido no US Open, último e maior Grand Slam da temporada que começa hoje em Nova York.

A reviravolta começou no fim do ano passado, quando encerrou a temporada faturando seu sexto título de ATP World Finals. O início de 2012 parecia repetir as temporadas anteriores e ele viu Djokovic e Nadal levantarem os dois primeiros Grand Slams da temporada - o sérvio, então líder do ranking, ficou com o Aberto da Austrália e Rafael Nadal conquistou seu sétimo título de Roland Garros. Quando pouco se esperava do suíço, ele venceu os Masters de Indian Wells e Madrid e colou em Djokovic na briga pela liderança do ranking, que acabou voltando aos seus braços ao conquistar o seu sétimo título em Wimbledon, igualando o recorde de Pete Sampras. A medalha de prata na Olimpíada de Londres e a vitória avassaladora sobre o sérvio no Masters de Cincinnati não deixaram dúvidas: Roger Federer está de volta.

Confirmado como cabeça de chave número 1, o maior vencedor de Grand Slams da história (17 conquistas) estreia contra o norte-americano Donald Young e terá um rival de peso a menos na batalha pelo penta em Flushing Meadows. Rafael Nadal, atual vice-campeão e terceiro colocado do ranking, está fora por problemas no joelho. Com isso, o grande candidato a tomar o trono é mesmo Djokovic, que defende o título, embora não faltem outros pretendentes qualificados como o britânico Andy Murray, que atropelou Federer na final olímpica, o argentino Juan Martin Del Potro, medalha de bronze em Londres e semifinalista em Cincinnati, o espanhol David Ferrer e o francês Jo-Wilfred Tsonga. O atleta local mais bem posicionado é John Isner, nono cabeça de chave. Nenhum dos favoritos deve ter problemas na primeira fase: Djokovic joga com o italiano Paolo Lorenzi e Murray estreia contra Alex Bogomolov Jr. Já Del Potro não deu tanta sorte e encara o compatriota David Nalbandian, que o venceu em três das quatro partidas entre ambos.

O brasileiro Thomaz Bellucci deve ter uma estreia tranquila. Ele enfrentará o espanhol Pablo Andújar, a quem venceu nas três vezes que se enfrentaram. Caso avance, encara o vencedor do duelo entre Robin Haase e Feliciano López. O cruzamento pode colocá-lo frente a frente com Murray na terceira rodada, mas ele prefere analisar jogo a jogo antes de projetar um eventual duelo com o escocês.

Mulheres. Se na chave masculina a expectativa a expectativa é que Federer e Djokovic cheguem à final, a situação feminina é bastante diferente e o que não faltam são candidatas a ficar com o troféu, a começar da maior esperança americana, Serena Williams, vencedora em Wimbledon e campeã olímpica nas duplas e nas simples, com direito a uma exibição de gala contra Maria Sharapova na final. A russa também aparece bem cotada após ser campeã em Roland Garros e exibir o tênis agressivo que a levou de volta à briga pelas primeiras colocações.

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