''Nossa principal meta é a medalha de ouro em Pequim'', diz a estrela Marta

Aos 21 anos, Marta já foi eleita pela Fifa a melhor jogadora do mundo em 2006 e 2007, ganhou duas medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos e, até o momento, é a única mulher a eternizar seus pés na calçada da fama do Maracanã. Não por acaso, a genial camisa 10 é a grande esperança do Brasil no jogo de hoje, contra Gana."A nossa principal meta em 2008 é o ouro na Olimpíada. Não penso em outra coisa", declarou Marta ao Estado, por e-mail. Ela encara a partida contra as africanas como uma final de Copa do Mundo. Sabe que um eventual tropeço do Brasil pode jogar fora um trabalho de longa data, mas confia numa vitória. "Não podemos perder."Badalada no mundo inteiro, Marta é tão simples quanto seu gosto. A comida preferida é arroz com feijão e o gênero musical predileto é o forró. Sua ginga em campo encanta qualquer admirador do bom futebol.Marta chegou a ser chamada de "Pelé de saias", pelo próprio. Aliás, sua amizade com o Rei do Futebol é antiga. "O Pelé sempre me deu força. Nunca deixou de me ligar antes das competições", revelou. "Mas não gosto de comparações e nem falar de mim."Seu talento é nato. Ainda pequena, se não estivesse na escola era certo encontrá-la jogando bola na rua com os meninos em Dois Riachos, cidade de Alagoas onde nasceu. "Nunca deixei os estudos em segundo lugar", ressalta.Seu ídolo no futebol é o meia Rivaldo, ex-Barcelona e Palmeiras. "Foi meu jogador preferido desde criança." Assim como Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Ronaldo, Marta vive na Europa, onde joga desde 2004: veste a camisa do Umea IK, da Suécia. Ela foi para o exterior após brilhar nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003.Marta sonha com a melhoria do esporte no Brasil e, por isso, destaca a importância de uma vitória no jogo de hoje. "Os resultados da seleção (medalha de ouro no Pan do Rio e o vice-mundial em 2007) mostram que o futebol feminino brasileiro evoluiu bastante. Precisamos de pessoas que acreditem nele."Marta não gosta de ser tratada como a estrela da seleção. Para ela, o grupo é muito mais importante que o talento individual. "Sei que ainda posso melhorar e conquistar mais títulos."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.