Notórios coadjuvantes fazem final masculina

Novak Djokovic e Andy Murray passaram anos ocupando, contra a própria vontade, papéis de principais coadjuvantes do tênis mundial. Pareciam impotentes diante da rivalidade de Rafael Nadal e Roger Federer, uma das maiores de toda a história. "Que culpa eu tenho se nasci na era errada?", questionou, brincando, certa vez, o sérvio Djokovic. Os tempos parecem que estão mudando. Os dois protagonizam hoje (às 7 horas, de Brasília, com transmissão da ESPN) a final do Australian Open, o primeiro Grand Slam do ano.

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2011 | 00h00

Suas campanhas na competição são irrepreensíveis. Djokovic perdeu apenas um set no torneio - para o croata Ivan Dodig - e passou diante de Roger Federer nas semifinais com um 3 a 0. "Nadal e Federer têm sido dominantes e grandes exemplos de profissionais", elogia o finalista. "Nós ainda continuamos atrás deles, mas é bom para o esporte que haja mais tenistas capazes de vencê-los, pelo menos de vez em quando."

Murray podia enfrentar Nadal ou um embalado Robin Soderling - campeão em Brisbane - no caminho até a final. Mas a sorte parece estar ao lado do britânico desta vez. O número 5 do mundo conseguiu até escapar de Federer na final, a maior pedra de seu sapato quando se trata de decisões de Grand Slam (Murray perdeu para o suíço no US Open de 2008 e no ano passado no mesmo Australian Open).

"Não sei se faz bem ou não para o esporte uma final de Grand Slam sem Nadal ou Federer", diz o escocês. "De um ponto de vista estritamente particular, prefiro estar disputando o título a ter de ver pela televisão os dois novamente numa decisão."

A chegada de dois notórios coadjuvantes a uma final não é coincidência. Bons amigos, Djokovic e Murray se uniram para tentar desbancar Nadal e Federer. Encontraram-se em Perth para disputar a Copa Hopman, duas semanas antes do Australian Open. Treinaram juntos praticamente todos os dias e conversaram bastante sobre estratégias para chegar à final. Conseguiram. Agora é cada um por si. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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