Nova bola faz seleção prever problemas para os goleiros

A seleção brasileira, que vinha trabalhando com bolas fornecidas pela Nike, sua patrocinadora, passou a trabalhar apenas nesta quarta-feira, de forma mais efetiva, com a Cafusa, bola da Adidas que será usada na Copa das Confederações. E, ao falarem sobre as primeiras impressões sobre o novo modelo testado em Goiânia, o atacante Fred e o lateral Jean já começaram a prever problemas para os goleiros que disputarão a competição.

ROBSON MORELLI E MATEUS SILVA ALVES, Agência Estado

12 de junho de 2013 | 14h24

"A bola, para nós que somos atacantes, é maravilhosa, porque você chuta, ela faz três curvas e entra. O problema mesmo é para os goleiros, que vão sofrer com ela. Mas eu não quero nem saber, vou soltar a perna e ver o que acontece", afirmou Fred, maior artilheiro da seleção nesta segunda passagem de Luiz Felipe Scolari pelo comando da equipe nacional.

Jean, por sua vez, admitiu que os jogadores estão precisando realizar um período de adaptação ao novo modelo da Adidas. "Essa bola é diferente da bola que a gente vinha usando nos amistosos. É uma bola que pega mais curva. Foi bom a gente ter treinado com ela, porque treinamos bastante cruzamentos e finalizações. A gente já pôde sentir como ela é e pôde aprender como bater melhor nela", enfatizou.

Na última terça-feira, a seleção realizou um treino leve, no qual não trabalhou com a Cafusa de forma intensa como nesta quarta pela manhã, em Goiânia, onde Felipão promoveu uma atividade de mais uma hora, tempo em que comandou um trabalho de dois toques e submeteu os atletas a um treinamento de finalizações ao gol.

O treino desta quarta visou a estreia do Brasil na Copa das Confederações, neste sábado, contra o Japão, em Brasília, onde a seleção terá mais dois dias para se adaptar à nova bola antes do confronto que abrirá a competição.

Curiosamente, essa é mais uma bola da Adidas cujas características estão gerando repercussão mais destacada na seleção brasileira. Antes da Copa de 2010, já no período de treinos na África do Sul, a Jabulani, modelo criado para a competição, foi alvo de duras críticas por parte dos jogadores comandados por Dunga.

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