Nova chance para Carbone

Dirigente da Ponte perdeu com o Palmeiras em 1986

Giuliander Carpes, CAMPINAS, O Estadao de S.Paulo

25 de abril de 2008 | 00h00

Dentro de campo, Carbone era um volante aguerrido. Foi do lado de fora da linha lateral, porém, que ele se destacou, treinando times vencedores como o Fluminense campeão carioca de 1983. Mas uma derrota ficou entalada em sua garganta. Em 1986, quando comandava o Palmeiras, perdeu a final do Paulista para a surpreendente Inter de Limeira. Agora, com 62 anos, José Luiz Carbone é o coordenador de futebol da Ponte Preta. E contra seu antigo time - que tem a condição de favorito de novo - tem a chance de se sagrar, pela primeira vez, campeão paulista."A Ponte vai encarar o Palmeiras de igual para igual", afirma. Carbone acredita que, apesar de não ser favorita, a equipe campineira jogará pressionada. "Aqui a torcida também cobra muito. Vice-campeonato não interessa mais."Antes do jogo, Carbone vai tentar não pressionar ainda mais os atletas com a história da derrota de 1986. "Eu não vou lembrar esse fato para os jogadores. Daquela vez os dois jogos foram no Morumbi e agora temos a vantagem de jogar aqui."Outro motivo também leva o dirigente a não tocar no assunto: Carbone tem mágoas do seu tempo de treinador. "Só volto a treinar algum time se for em Dubai", brinca ao se referir ao milionário futebol dos Emirados Árabes. Mas nada de decepção com a equipe do Palestra Itália. "O Palmeiras foi o time que mais respeitou o meu trabalho." Foi no Alviverde que Carbone barrou Leão. "Achava que um goleiro da seleção brasileira era o titular do time. Ele voltou da seleção, fez cinco jogos e não gostei", explica o ex-treinador.Aproveita para cutucar o adversário de domingo. "O Vanderlei (Luxemburgo) sempre trabalhou em bons times. No Guarani e na Ponte não ganhou nada", referindo-se à passagem do treinador pelas equipes em 1991 e 1992, respectivamente.

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