Nova derrota aumenta crise no São Paulo

A derrota para o Corinthians afunda o São Paulo ainda mais na lama e iguala um retrospecto negativo de nove jogos sem vitória, fato que não acontecia desde 1987 ainda sob a gestão de Cilinho. É também a sexta derrota consecutiva da equipe, que volta a campo no sábado para enfrentar o Cruzeiro, no Morumbi, e precisará enfrentar a fúria de seus torcedores, cada vez mais inconformados com o péssimo desempenho da equipe.

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2013 | 02h42

Desde a semana passada, na derrota para o Bahia, a principal organizada já cobrava uma vitória sobre o Corinthians ou ao menos uma apresentação convincente.

Como nada disso aconteceu e o time foi mais uma vez um espectador do maior rival, a tendência é que os protestos da torcida ganhem tons ainda mais duros nos próximos dias.

Além do elenco, os maiores alvos são o presidente Juvenal Juvêncio, o diretor de futebol Adalberto Baptista e o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes, responsáveis por todas as decisões no clube.

Os dirigentes, no entanto, tentam mostrar calma com o momento e apostam que a fase é passageira. "Infelizmente não fomos bem e o merecimento do Corinthians foi total. Confio muito no trabalho do Paulo Autuori, já trabalhamos juntos antes e sei de suas capacidades, inclusive psicológicas", esquivou-se Jesus Lopes

Sem moral. O abatimento dos jogadores era evidente após a partida contra o Corinthians. O elenco encarava o clássico como a chance de redenção do time, mas a forma como a equipe foi facilmente batida mais uma vez derrubou de vez o moral do grupo.

"Difícil explicar, tomamos um gol no bate e rebate e fica difícil. Sabíamos que não poderíamos sair atrás e sabemos que a pressão vai aumentar'', lamentou o atacante Osvaldo, que no entanto pediu garra e dedicação extra aos companheiros. "O time precisa mudar muita coisa, mas não podemos ficar de cabeça baixa e nem perder a calma nesse momento."

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