Marcelo del Pozo/Reuters
Marcelo del Pozo/Reuters

Nova Ferrari tem pouca velocidade

Após testes com Massa, Alonso também não consegue evolução com o novo modelo

Livio Oricchio , O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2012 | 03h07

FRIBURGO, SUÍÇA - Que a Red Bull faria uma carro rápido este ano já era esperado. Apesar de o escapamento aerodinâmico ter sido proibido, a base de seu projeto é muito eficiente. Mas de quem se esperava um pouco mais, ainda que tudo possa mudar até o começo do campeonato, dia 18 de março, na Austrália, era da Ferrari.

A exemplo de Felipe Massa nos dois primeiros dias de treinos em Jerez de la Frontera, na Espanha, com o novo modelo F2012, nesta quinta-feira Fernando Alonso também não conseguiu nenhuma evolução importante ao longo do teste. Mark Webber, da Red Bull, já havia deixado ótima impressão, na quarta-feira, quando foi veloz e constante com o RB8-Renault deste ano.

E nesta quinta-feira o bicampeão do mundo, Sebastian Vettel, seu companheiro, confirmou que a equipe disputará outro grande campeonato. Vettel completou 96 voltas, com 1min19s297 na melhor, terceiro do dia. O primeiro tempo do dia, dentre os testaram com modelos de 2012, ficou para Romain Grosjean, da Lotus, com pneus supermacios, 1min18s419 (117 voltas).

Os nove dias que restam de treinamento, contando com o de hoje, último em Jerez, talvez não sejam suficientes para a Ferrari começar o campeonato num bom estágio de desenvolvimento. A missão de fazer funcionar um projeto bem concebido, mas com várias soluções inovadoras, exige tempo. Nesta quinta-feira Alonso ficou parado uma hora e meia, tempo precioso com uma pré-temporada tão curta, por causa de um problema hidráulico.

Como Massa, compreendeu que, hoje, o modelo F2012 está longe de ser rápido. O espanhol completou apenas 67 voltas e não foi além de 1min20s412, sétimo. Nesta sexta ele fala com a imprensa. Na quinta, o diretor técnico da Ferrari, o inglês Pat Fry, afirmou: "Não estou contente com o que atingimos até o momento. A maior dificuldade é descobrir qual o acerto para melhorar sua velocidade".

Por dispor ainda apenas do monoposto do ano passado, dotado do escapamento aerodinâmico, o que lhe dá maior velocidade, a Mercedes continuou ontem estabelecendo o melhor tempo. Seu piloto Nico Rosberg completou 118 voltas no traçado de 4.428 metros e na mais rápida fez 1min17s613. A temperatura ambiente variou de 3 a 13 graus, ontem. Quarta-feira Michael Schumacher, seu companheiro, havia sido primeiro também.

O objetivo da Mercedes, com o carro velho, é aprender o funcionamento dos novos pneus Pirelli, mais macios que em 2011. "As corridas serão diferentes", afirmou Rosberg. "Há agora diferenças pequenas entre um tipo e outro de pneu." A intenção é ampliar a margem de estratégia para as escuderias. Como a Ferrari, a Mercedes prepara um modelo inovador, a ser apresentado dia 21, em Barcelona, início do próximo período de testes.

Lewis Hamilton pilotou pela primeira vez a nova McLaren MP4/27-Mercedes, na quinta. O time inglês não enfrenta as mesmas dificuldades da Ferrari, mas ainda não se encontrou com o modelo deste ano. Hamilton deu 80 voltas, com 1min19s464 na mais veloz, quarto.

Bruno Senna estreou, nesta quinta, na Williams. E sua principal preocupação foi percorrer o máximo de quilômetros, conhecer o carro, a escuderia, os novos pneus Pirelli. Completou impressionantes 125 voltas, o equivalente a dois GPs. Na melhor passagem fez 1min21s293, nono. A meta da Williams é marcar pontos em várias provas e lutar pelo sexto lugar entre os construtores, com Force India, Toro Rosso e Sauber. "Foi um bom dia. Tínhamos uma agenda de trabalho bastante extensa e conseguimos realizá-la inteiramente."

O carro não apresentou qualquer problema durante os ensaios. "Conseguimos andar mais do que qualquer outra equipe. Foi uma prova da resistência do FW34 e nos deu a chance de avaliar todos os seus sistemas e também o novo motor Renault."

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