Darren Whiteside/Reuters - 1/11/2012
Darren Whiteside/Reuters - 1/11/2012

Nova pista de Austin favorece Vettel

Vários pontos do circuito jogam a favor da Red Bull, mas Alonso ainda pode evitar o tri do alemão

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2012 | 02h07

SÃO PAULO - Os fãs da Fórmula 1 nos Estados Unidos têm muito o que celebrar com o retorno do país ao calendário. E já na estreia da categoria no Circuito das Américas, em Austin, no Texas, no fim de semana, podem assistir à decisão do título mundial: Sebastian Vettel, da Red Bull, terá um match point. Fernando Alonso, da Ferrari, vai tentar estender a decisão do campeonato até a etapa final, no dia 25, em Interlagos. E o que o novo traçado do calendário sugere? A vantagem será de Vettel ou de Alonso?

O autódromo é o nono do arquiteto alemão Herman Tilke para a Fórmula 1. Desta vez, adotou outro modelo de concepção: "Unimos seções que todos elogiam em três pistas já existentes, Silverstone, Hockenheim e Istambul Park", disse ele ao Estado, em Mônaco. A sequência de curvas 3, 4, 5 e 6 resgata o trecho veloz e seletivo formado pelas curvas Maggots, Beckets e Chapel de Silverstone. Já a série de curvas 13, 14 e 15 simula a entrada no "estádio" de Hockenheim, enquanto as curvas 16, 17 e 18 reproduzem a famosa e apreciada curva 8 do traçado de Istambul, contornada a cerca de 260 km/h.

Os 5.516 metros do Circuito das Américas apresentam três seções bem distintas. A primeira se estende da linha de chegada à freada da curva 11. Com exceção da curva 1, contornada em segunda marcha, a cerca de 90 km/h, todas as demais são de elevada velocidade, com trocas súbitas de direção. Pelo histórico do modelo RB8 da Red Bull neste ano, é onde provavelmente Vettel poderá ser mais veloz do que Alonso. Já na reta a seguir a Ferrari F2012 de Alonso, pelo que demonstrou até agora, poderá ser mais rápida do que o RB8.

O último trecho, compreendido entre as curvas 12 e 20, parece de novo representar um cenário levemente favorável a Vettel, por causa das curvas 16, 17 e 18, na realidade uma curva só, muito rápida, com três tangências. O modelo da Red Bull gera maior pressão aerodinâmica e, por isso, em condições normais tende a ser mais veloz.

No balanço geral, portanto - sem levar em conta as muitas e importantes variáveis que interferem no desempenho dos carros -, Vettel deve desfrutar de pequena vantagem técnica. Mas ele e Alonso não vão estar sozinhos na pista. Lewis Hamilton e Jenson Button, da McLaren, por exemplo, podem se inserir na luta pela vitória, bem como Kimi Raikkonen, da Lotus, e Mark Webber, companheiro de Vettel.

Os primeiros treinos livres do GP dos EUA estão marcados para sexta-feira, às 13h (horário de Brasília), 9h no Texas. Vettel e Alonso começarão a entender os desafios que os aguardam. São muitos, como a necessidade de acertar na relação de marchas já no primeiro dia, pois depois não é permitido mudar. A escolha da estratégia, em geral feita depois da simulação de corrida, realizada na sessão da tarde de sexta-feira, pode não ser precisa pela falta de dados. "As escuderias poderão se surpreender com o asfalto. As indicações que temos apontam para elevado consumo de pneus", alerta o diretor da Pirelli, Paul Hembery. A empresa distribuiu pneus duros e médios às equipes.

Outro fator preponderante num GP é o clima. A France Meteo, sistema oficial da Fórmula 1, prevê temperaturas entre 8 e 21 graus nos três dias. Na sexta-feira e no domingo deverá estar nublado e sábado será dia de céu azul.

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