Novas camisas, sucesso em todas as gerações

Craques do passado e jovens torcedores se empolgam com os uniformes apresentados por Corinthians e Palmeiras

Anelso Paixão, O Estadao de S.Paulo

13 de setembro de 2009 | 00h00

Se depender da opinião dos dois maiores ídolos de Corinthians e Palmeiras, as novas camisas dos clubes, recentemente lançadas, estão aprovadas. Rivellino e Ademir da Guia definiram como "lindos" os uniformes que serão utilizados como terceira opção neste Campeonato Brasileiro. A camisa corintiana mantém o roxo, mas agora em listas verticais, intercaladas com pretas. Já a do Palmeiras resgata o azul, traz no peito a Cruz de Savóia e utiliza também o branco.

Para Rivellino, apelidado de Reizinho do Parque nos tempos em que brilhava no Corinthians, o importante é valorizar a camisa e usá-la mais vezes. "Todo mundo gostou. Tem de usar mais. Não pode fazer como com a roxa, que foi pouco aproveitada. O torcedor compra, mas fica decepcionado por ver que o time nunca veste aquele uniforme."

Ademir da Guia, que eternizou a 10 do Palmeiras e recebeu o apelido de Divino, também aprovou a nova vestimenta do clube. "O Palmeiras resgatou uma parte de sua história, já que o clube usou azul em outras oportunidades. Tem a ver com a Itália, a Azzurra."

Experientes quanto aos bastidores do futebol, os dois também valorizam a importância dos resultados. "O time ganhou quando usou e isso vai ajudar a ter uma aceitação melhor. No futebol, tudo é ligado a resultado", garante Ademir da Guia. "Quando perde, logo o pessoal quer desistir de usar. Aí, acontece aquilo que não acho legal, que é abandonar a camisa depois de o torcedor ter comprado", reclama Rivellino.

E a opinião dos craques é compartilhada por torcedores. A reação de corintianos e palmeirenses desde o lançamento foi a de correr aos sites dos clubes e comprar, o que empolgou os responsáveis pelo marketing. "A aceitação está sendo empolgante", garante Luís Paulo Rosemberg, diretor do Corinthians.. "Para se ter uma idéia, a roxa vendeu mais no ano passado do que qualquer camisa da seleção em anos em que o Brasil foi campeão do mundo", revela. "Por força de contrato não podemos revelar o número exato, mas posso garantir que foram mais de 550 mil peças."

Situação semelhante foi vivida pelo Palmeiras. "A aceitação da camisa verde-limão já foi impressionante. Esta, então, conseguiu agradar ainda mais", revela o diretor Rogério Dezembro. "Fizemos uma enquete no nosso site e 70% dos internautas a consideram "linda"."

A boa procura nas lojas e pela internet garante também retorno financeiro. No contrato com as empresas de material esportivo - Nike no Corinthians e Adidas no Palmeiras -, ambos faturam 20% do valor a partir do momento em que as vendas superam o valor do contrato. Ou seja, como a Nike fechou um valor de R$ 6,5 milhões por ano, o lucro vem quando as vendas utrapassam esse número. Mesma situação do Palmeiras com a Adidas.

Para o ano que vem, quando o Alvinegro comemora o centenário, Rosemberg faz previsões ainda mais otimistas. "Nossa previsão é de atingir o número de 1,5 milhão de peças, até porque vamos lançar as coleções do Centenário e da Libertadores."

O Palmeiras também garante que lucrou com a verde-limão e que a margem deve ser ainda maior com a atual. E explica o segredo: sempre escolher estratégias que tenham um sentido histórico. "Foi isso que fizemos com essa camisa, uma homenagem à primeira vestida pelo Palestra Itália."

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