Novata Isis promete um show de enterradas

Em seu primeiro Pan-Americano, a pivô Isis promete levar o público ao delírio nas partidas do Brasil. Ela é a única atleta do País que consegue enterrar. E revela que está fazendo treinos extras para acertar o movimento na Arena Olímpica, em Jacarepaguá.''''Meu maior sonho é fazer isso em casa, com toda torcida'''', afirma a garota de 24 anos e 2,02 metros. Ela sabe que terá de ter paciência. ''''Vai depender do jogo, de pegar a bola certa, na hora certa. Talvez amanhã (hoje), por ser um jogo mais fácil, contra a Jamaica, eu consiga enterrar'''', espera.A primeira pivô da história a enterrar foi Georgeann Wells, da Universidade de Virgínia, em 1984. Na WNBA, a liga feminina norte-americana, a pioneira foi Lisa Leslie, do Los Angeles Sparks. Já a brasileira Isis faz o movimento sem quase tirar os pés do chão.Ex-jogadora de vôlei, a garota de Goiânia é um dos destaques da nova geração. Chama a atenção por sua evolução em apenas três anos de basquete. Ela defende o time de Catanduva, no Interior de São Paulo.Isis diz que não escolheu o basquete. Já estava no sangue. Seu pai, seu Jorge Salgueira (conhecido como Jóia), foi jogador da seleção brasileira. Até hoje atua na quadra com a seleção de veteranos. Tímida, jogou vôlei dos 14 aos 20 anos, antes de dar o pontapé inicial no time de Ourinhos. Seu maior sonho é defender um time da WNBA e se destacar em quadras americanas.''''Ainda estou engatinhando e tenho muita coisa para aprender'''', diz. Ela também está aproveitando para ''''sugar'''' ao máximo a experiência de Janeth - veterana ala da seleção, que brilhou no basquete dos EUA - e de outras jogadoras. ''''Está sendo maravilhoso.'''' Isis tem recebido muitos conselhos das jogadoras mais experientes. ''''Elas pedem para eu ficar calma'''', conta.Na transição do vôlei para o basquete, o pai de Isis teve papel fundamental. ''''Ele sempre me incentivou e até hoje me dá dicas.'''' Seu irmão, Pedro, também joga basquete. A família, por parte de pai, mora no Rio e estará em peso no ginásio. ''''Vou ver alguns primos perdidos,'''' afirma.Sobre o grupo do Brasil, considerado fraco, com Jamaica, México e Canadá, ela diz que não dá para relaxar. ''''Não existe seleção forte nem fraca. Temos de entrar sério, da mesma forma que entraríamos contra Cuba, que é a pedra em nosso sapato.''''

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