Nove são suspensos por doping, diz federação de atletismo

Às vésperas da Olimpíada, atletas estão sendo avaliados novamente por comissão antidoping

Reuters

25 de julho de 2012 | 15h44

LONDRES - Nove atletas receberam punições por doping em uma investigação do uso de substâncias proibidas às vésperas da Olimpíada de Londres, informou a Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês) nesta quarta-feira, 25.

Os atletas, entre eles o destacado maratonista Abderrahim Goumri, foram pegos com a ajuda do programa Passaporte Biológico do Atleta, que será usado nos Jogos pela primeira vez na capital inglesa.

"Os anúncios de hoje sublinham a campanha contínua e determinada da Iaaf contra o doping no atletismo", disse Lamine Diack, presidente da instituição, em um comunicado.

"Eles demonstram o comprometimento da Iaaf em usar métodos avançados para detectar o doping e aplicar sanções crescentes quando justificado. Não iremos ceder em nossa determinação de fazer tudo em nosso poder para erradicar as fraudes."

Três das infrações datam do campeonato internacional de Daegu, na Coreia do Sul, no ano passado.

Inna Eftimova, da Bulgária, testou positivo para um hormônio de crescimento sintético, e as amostras das ucranianas Nataliya Tobias e Antonina Yefremova continham vestígios de testosterona sintética. As três foram proibidas de competir por dois anos.

O marroquinho Goumri, que ficou em terceiro na maratona de Londres e em segundo na de Nova York em 2008, estava entre os seis atletas que foram monitorados após surgirem irregularidades em seus "Passaportes Biológicos".

Os outros foram as russas Svetlana Klyuka, quarta colocada nos 800m na Olimpíada de Pequim em 2008, Yevgenina Zinurova, campeã europeia nos 800m, e Nailiya Yulamanova, além das maratonistas Irini Kokkinariou, da Grécia, e Meryem Erdogan, da Turquia.

As três russas e Erdogan admitiram a culpa e receberam punições de dois anos.

Goumri foi afastado por cinco anos pela federação do Marrocos, e a Iaaf estuda uma proibição de quatro anos a Kokkinariou.

O anúncio da Iaaf chegou depois que a marroquinha favorita nos 1.500m femininos, Mariem Alaoui Selsouli, testou positivo para um diurético proibido.

Selsouli, medalha de prata no campeonato mundial deste ano, já foi suspensa durante dois anos por doping e agora enfrenta uma proibição perpétua sob as regras da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês).

Na terça-feira, a Wada disse que mais de 100 atletas foram pegos com doping e punidos nos meses que antecederam os Jogos de Londres, em um esforço para flagrar os infratores antes que chegassem a competir.

Cerca de 6.250 amostras serão analisadas durante a Olimpíada, mais do que em qualquer outra. Houve 20 casos de doping comprovados em Pequim quatro anos atrás, incluindo seis cavalos, menos que os 26 de Atenas em 2004.

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