Novo tropeço. E a Itália se complica

Italianos terão de vencer a Eslováquia para avançar e Nova Zelândia decide vaga com o Paraguai, depois do 1 a 1 de ontem

Daniel Akstein Batista, enviados especiais a Johannesburgo, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2010 | 00h00

O que dizer da Nova Zelândia? É um time que se fecha na defesa, ainda não perdeu na Copa do Mundo e segue com chances de se classificar às oitavas de final. E o que dizer da Itália? Bem... Praticamente o mesmo. Quando dá para comparar a atual campeã com uma seleção de pouca expressão no futebol, alguma coisa está errada. E, na Azzurra, muita coisa está errada.

O empate por 1 a 1, ontem, em Nelspruit, serviu para apenas um dos times. Os neozelandeses saíram contentes com o resultado (comissão técnica e jogadores vibraram como nunca), possuem 2 pontos no Grupo F e na quinta-feira enfrentam o líder e favorito Paraguai em busca da vaga. Com a mesma pontuação, a Itália decepcionou e agora precisa vencer a Eslováquia para garantir a classificação.

Não dá para negar que a Azurra foi melhor que o adversário. E, ao contrário do primeiro jogo, quando pouco arriscou no empate por 1 a 1 com o Paraguai, ontem os detentores do título foram para cima e chutaram de todas as posições. Mas não existe ninguém que decida o jogo. Pirlo, machucado, é a ausência sentida. Deve estar pronto para a próxima partida.

"Nós poderíamos ter feito melhor, não tivemos qualidade nas jogadas", admitiu De Rossi. "Tivemos a posse de bola, mas isso não foi o suficiente." A Nova Zelândia, como lembrou o jogador, fez o que melhor sabe: defendeu-se. O goleiro italiano Marchetti, substituto do lesionado Buffon, quase não pegou na bola. Mas, no primeiro lance em que o adversário chegou, teve de buscá-la no fundo do gol. Aos 7 minutos, a bola foi alçada à área e o atacante Smeltz, sozinho - e impedido -, completou para a rede.

A Itália não se assustou e buscou o empate. Montolivo fez o goleiro Paston trabalhar e depois acertou a trave, Zambrotta chutou para fora e De Rossi foi puxado na área, para desespero dos neozelandeses, que reclamaram muito do árbitro guatemalteco Carlos Batres. Aos 29, Iaquinta não desperdiçou a cobrança de pênalti. Marcelo Lippi mudou o time no segundo tempo, mas não conseguiu resolver as limitações italianas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.