Charles Krupa/AP
Charles Krupa/AP

'Nunca projetei uma idade para parar', revela Sharapova

Aos 25 anos, tenista vive grande momento dentro e fora das quadras com o lançamento de uma linha de doces

Entrevista com

FERNANDO FARO / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2012 | 03h10

NOVA YORK - Linda, talentosa e milionária. Maria Sharapova não só é uma das tenistas mais talentosas do circuito como tem uma vida de estrela de cinema fora das quadras. Há oito anos seguidos a musa russa é a esportista mais bem paga do mundo, tem um império de marcas associadas ao seu nome e arranca suspiro dos homens com sua beleza. Por trás de tudo isso, no entanto, existe uma mulher simples, tranquila e que jura não se enxergar como uma celebridade. A terceira entrevista do Estado com os tenistas que vem ao Brasil em dezembro para a disputa do Gillette Federer Tour mostra uma Sharapova apegada à família, grata ao carinho dos fãs e otimista com relação aos próximos anos no circuito.

Até trilhar seu próprio caminho, você sempre foi comparada a Ana Kournikova. Isso te incomodou ou incomoda?

Isso nunca me incomodou e acho até compreensível. Nós duas somos russas, mudamos para os Estados Unidos para treinar ainda jovens, treinamos na mesma academia, somos loiras e despontamos muito cedo para o tênis... Mas sabemos que somos pessoas diferentes e fico focada nas coisas que preciso fazer para melhorar meu jogo.

Você se sente totalmente recuperada das suas lesões?

Estou me sentindo muito bem, infelizmente tive um problema no ombro muito jovem (fez uma cirurgia aos 21 anos) e tive de me ausentar por um tempo. Talvez se eu tivesse 17 anos pensasse que não chegaria jogando aos 25, mas estou me sentindo bem, cheia de energia e com a certeza de que meus melhores anos estão por vir. Enquanto estiver saudável, seguirei em frente.

Você já pensou em parar mais cedo, uma vez que entrou e começou a vencer muito jovem?

Nunca parei para pensar nisso e nem projetei uma idade em que gostaria de parar. Acredito que é uma questão de como você se sente mentalmente, o quanto ainda pretende fazer isso.

Sua linha de doces recém-lançada é um enorme sucesso.

Comecei isso há dois anos, fui eu mesma que pensei no nome (Sugarpova). Sempre quis ter alguma coisa associada a doces e ter minha própria empresa. Felizmente foi um sucesso, a bala com formato de bola de tênis se esgotou rapidamente. Sou uma pessoa muito passional e me esforço em tudo, seja para pensar na embalagem ou nas ações de marketing.

Você tem uma vida de popstar fora das quadras.

Sou uma pessoa de sorte porque consigo viver uma vida normal. Quer dizer, obviamente ser uma tenista profissional não é exatamente normal. O que me mantém centrada é eu ter uma família excelente, estou cercada por pessoas que se preocupam comigo e dizem as coisas como são ao invés de apenas tentar me agradar, é dessa forma que me mantenho normal.

Foi noticiado que você se casa em novembro. Pensa dar um tempo na carreira para ser mãe?

Sim, devo me casar, mas não em novembro como tem sido falado. Ser mãe é algo que passa pela minha cabeça.

Você já jogou no Brasil antes (fez uma exibição com Gisela Dulko em Porto Feliz em 2009), o que espera dessa vez?

Joguei em uma cidade muito pequena, um público muito restrito. Agora será diferente, uma outra vibração, a oportunidade dos meninos e meninas de ver um jogo de alta classe. Acho que todos aprenderão bastante, terão acesso a um ótimo tênis e assistir ao vivo é totalmente diferente da TV, é muito mais físico, muito apaixonado e espero que todos possam ver isso.

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