Nuzman perde a eleição do COI

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, perdeu, hoje em Praga, a eleição para o Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), órgão máximo do movimento olímpico. O brasileiro foi superado na votação pelo norueguês Gerhard Heiberg. Com isso, a América do Sul, que há uma década não conta com um representante do órgão central do COI, permanecerá pelo menos até 2007 sem poder influenciar nas principais decisões da entidade. A luta era pela vaga de Zhenliang He, da China. Apesar de várias rodadas de votação, Heiberg sempre apresentou uma confortável liderança. No final, o noruguês sai vitorioso com 59 votos, contra apenas 41 dados para o brasileiro, que chegou em segundo lugar. Na primeira rodada de votações, cinco candidatos participavam da disputa e foram necessários quatro turnos para que a vitória ficasse para o norueguês. Apesar de sair derrotado, o brasileiro continua como membro do COI, cargo que já ocupa desde 2000. Um dos papéis dos membros do Comitê seria o de avaliar as cidades que são candidatas para sediar as Olimpíadas. As decisões do organismo podem influenciar na escolha das cinco cidades que farão parte da etapa final da corrida por sediar os próximos Jogos Olímpicos. A ampla experiência de Heiberg em preparações de sedes para receber os eventos olímpicos pode ter pesado à seu favor. O norueguês fez parte das comissões de coordenação para os Jogos Olímpicos de Inverno de Nagano de 1998, de Salt Lake City de 2002 e faz parte do comitê preparatório para as Olimpíadas de Inverno de Turim, em 2006. Além da escolha de Heiberg, o COI elegeu um vice-presidente - Un Yong Kim - e mais um membro do Comitê Executivo - Alpha Ibrahim Diallo, da Guinea. No total, O Comitê Executivo conta com quinze integrantes, liderados por Jacques Rogge, presidente do COI.

Agencia Estado,

04 de julho de 2003 | 11h23

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