Silvia Izquierdo/AP
Silvia Izquierdo/AP

Nuzman vai dormir em colchão da Olimpíada na cadeia de Benfica

Cardápio que será oferecido é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha, legumes, salada, sobremesa e refresco

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2017 | 20h22

Preso temporariamente por cinco dias nesta quinta-feira sob acusação de comprar votos para que o Rio de Janeiro fosse escolhido sede da Olimpíada de 2016, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, vai dormir em colchões usados durante os Jogos Rio-2016.

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Camas, colchões e roupas de cama usados durante o evento esportivo foram transferidos para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica (zona norte do Rio), cuja reforma foi concluída em março e onde também está preso o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Preso desde novembro, inicialmente no complexo penitenciário de Bangu 8, na zona oeste, Cabral foi transferido em maio para a cadeia de Benfica e está subordinado às mesmas regras aplicadas a Nuzman.

Segundo nota da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), Nuzman e Leonardo Gryner, também detido nesta quinta-feira sob a mesma acusação, vão dividir cela com mais dois presos.

Conforme a Seap, o cardápio de almoço e jantar que será oferecido ao presidente do COB é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha, legumes, salada, sobremesa e refresco. O café da manhã é composto por pão com manteiga e café com leite, e o lanche é um guaraná e pão com manteiga ou bolo.

Os dois integrantes do COB terão direito a banho de sol de duas horas diárias e, após realizar um cadastramento, poderão receber visitas. Mas Nuzman e Gryner foram alvo de prisão por cinco dias, e esse cadastramento deve demorar mais que isso - o cadastramento só será útil se a prisão for renovada por mais tempo. Sem se cadastrar, os presos só poderão receber seus advogados.

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