Nuzman volta a defender lei de incentivo fiscal ao esporte

Apesar de apontar crescimento nos esportes olímpicos, a partir da criação da Lei Agnelo Piva (que destina 2% da arrecadação de todas as loterias federais, descontado dos prêmios), o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, se mantém ?confiante? na adoção de uma lei de incentivo fiscal como a que existe para a cultura. Nesta terça-feira, após a prestação de contas da aplicação do dinheiro da Lei Agnelo Piva em 2005, ele disse que o ministro Agnelo Queiroz está discutindo um texto para ser apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda este mês. Nuzman admite, inclusive, que o futebol entre na divisão do bolo no caso da criação de uma lei de incentivo fiscal. Em 2004, ele já propôs umsistema de fatiamento em que o dinheiro arrecadado iria para um fundo e seria dividido, de acordo com percentuais, pelos vários esportes. ?Um fatiamento poderia atender o futebol, os esportes olímpicos, o Esporte escolar e universitário?, informou Nuzman, dizendo que o Ministério da Fazenda e a Receita Federal precisam entender a necessidade de ?se fomentar os esportes no Brasil?. ?A lei de incentivo fiscal é o caminho?, avisou Nuzman. Ele, inclusive, já pensou em desenvolver estudos para mostrar como os vários países do mundo distribuem seus recursos. ?Nós ainda não temos, por exemplo, centros de treinamentos para todas as modalidades?, disse. Os recursos utilizados pelos esportes olímpicos em 2005, vindos da Lei Agnelo Piva, foram de R$ 59,9 milhões. Para 2006, o COB prevê ter para os esportes olímpicos recursos de R$ 56 milhões (uma previsão conservadora, porque depende do volume das apostas).

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