O Brasil e a corrida contra o relógio

Arquiteto sugere fazer logo estádios

Bruno Deiro, O Estadao de S.Paulo

17 de março de 2009 | 00h00

A indefinição quanto às cidades que serão sede na Copa do Mundo de 2014 coloca o Brasil em uma corrida contra o relógio. Com o passar do tempo, os estádios terão obras mais caras e serão menos úteis às respectivas cidades após o evento.A opinião é do arquiteto norte-americano Dan Meis, especialista na construção de estádios e arenas esportivas. "É importante começar agora", avisa. "Pois a curto prazo fica mais difícil pensar em soluções técnicas e modos de reduzir os custos." O prazo ideal para o projeto de novos estádios, segundo Meis, é de cinco anos antes do evento. "Leva um ano para projetar e três anos para construir. A Fifa deseja que estejam abertos um ano antes, então são cinco anos. É onde nós estamos. Estamos começando a ficar atrasados". Ele lembra que o adiamento no anúncio da Fifa (de março para maio) emperrou ainda mais a ação de investidores. Com peso menor no custo do orçamento, o planejamento de arquitetura pode ser decisivo na hora de eliminar gastos desnecessários. Meis cita o caso de um estádio em Los Angeles que teve 40% de redução de custos por conta das soluções técnicas adotadas. Entre montanhas, aproveitava o declive natural para economizar em aço e concreto. Para isso, porém, é preciso tempo. "É fácil fazer um estádio bonito para a Copa do Mundo. A parte difícil é construir um estádio que faça algo pela cidade", diz o arquiteto, favorável à ideia de reduzir de 12 para 8 o número de cidades-sede. MORUMBIMeis esteve no Morumbi e ficou impressionado com a arquitetura do estádio, cujo projeto já havia estudado. "Dizemos que ele tem uma boa ossada. Não é difícil imaginar como torná-lo um estádio muito bom para a Copa do Mundo." Ele sugere acabar com a pista de atletismo em volta do gramado, o que deixaria o público mais próximo do campo. "Não se perde segurança. Mesmo mais perto ainda há a separação."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.