O Brasil monta uma equipe renovada de atletismo para o Rio 2016

Após fracasso em Londres 2012, uma fornada talentosa desponta para brilhar no Brasil

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

27 de março de 2013 | 14h51

SÃO PAULO - Depois de uma campanha decepcionante na Olimpíada de Londres-2012, quando não conquistou nenhuma medalha, o atletismo brasileiro deve ter uma equipe renovada para alcançar uma boa participação em casa. Essa é a avaliação de Ricardo D’Angelo, treinador chefe da equipe nacional na última Olimpíada.

O técnico destaca o surgimento de novos talentos em provas que o País já tem tradição, como os saltos e a velocidade, mas também prevê que o Brasil poderá apresentar bons resultados em eventos no qual nunca brilhou, como arremessos e lançamentos.

Geisa Arcanjo e Andressa de Morais, que estrearam em Londres, são esperanças para as provas do peso e do disco. Darlan Romani, também do peso, é outro nome que desponta. Todos estão na faixa dos 20 anos. Na pista, Aldemir Gomes e Diego Cavalcanti, especialistas nos 200 metros, são o futuro da velocidade. “São jovens de grande potencial e que trabalham com bons técnicos. Têm tudo para chegar bem em 2016”, aposta D’Angelo.

As mulheres podem aparecer bem no revezamento 4 x 100 m. Rosângela Santos, Evelyn dos Santos e Ana Cláudia Silva já mostraram potencial, ao serem finalistas olímpicas e mundiais no último ciclo. Tamiris de Liz, hoje com 17 anos, deve completar o quarteto. Ainda juvenil, foi à Olimpíada como reserva, após ser medalhista no Mundial de Juvenis.

Nos saltos, outros talentos. No triplo, Jonathan Henrique pode dar continuidade ao legado brasileiro. Na vara, Thiago Braz (campeão mundial juvenil) e Augusto Dutra são garantia de renovação. Entre os “velhinhos”, Mauro Vinícius da Silva, o Duda, surge como candidato natural a uma medalha. Campeão mundial indoor do salto em distância, ele foi 7.º em Londres.“Ele chegará no Rio com 29 anos, após ter disputado duas Olimpíadas. Vai ter experiência”, acredita D’Angelo.

Fabiana Murer e Maurren Maggi também decidiram estender a carreira para chegar até 2016. Com 35 e 40 anos nos Jogos do Rio, querem dar seus últimos saltos na carreira diante do público brasileiro.

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