O capítulo final do maior atleta olímpico de todos os tempos

Os Jogos de Londres serviram como último capítulo de uma das maiores histórias do esporte. Foi nas piscinas do Aquatics Centre na Inglaterra que o nadador norte-americano Michael Phelps fez sua despedida das Olimpíadas após quebrar praticamente todos os recordes possíveis como atleta na conquista de suas últimas medalhas: quatro de ouro e duas de prata.

O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h01

Ao iniciar os Jogos o nadador já tinha feitos impressionantes no currículo. Quatro anos antes havia superado Mark Spitz e se tornado o recordista de medalhas de ouro em uma mesma edição dos Jogos, oito. Em Atenas, foram seis ouros e dois bronzes.

Mas Phelps começou a Olimpíada de Londres da mesma forma que iniciou a carreira: desacreditado. Se na infância os desafios foram a separação dos pais, o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), a descrença de uma professora em seu futuro e o bullying dos colegas de classe, por causa de sua doença e sua aparência incomum, em Londres havia muita desconfiança. O campeão de medalhas não vinha de resultados consistentes e contava com a concorrência do compatriota Ryan Lochte. O colega estava credenciado pelo feito de ser o primeiro nadador a quebrar um recorde mundial após as novas regras para os maiôs tecnológicos e pelos bons resultados no Mundial de Shangai, em 2011.

Os três primeiros resultados de Phelps em Londres - 4.º lugar nos 400 metros medley, prata no revezamento 4 x 100 livre e a prata nos 200 metros borboleta - pareciam indicar que os melhores dias talvez já estivessem no passado. Mas o nadador fez, mais uma vez, o que sabe fazer melhor: desafiar o impossível. Faltava apenas uma medalha para que ele superasse o recorde da ginasta soviética Larissa Latynina que acumulou 18 medalhas no currículo. E ela veio com um ouro no revezamento 4 x 200 metros livre.

Sobrava ainda uma última marca: ser o primeiro tricampeão olímpico de uma prova individual da natação, algo que nem grandes nomes do esporte como Mark Spitz e Alexandr Popov haviam alcançado. E a última barreira foi vencida na prova dos 200 m medley. Não faltava mais nada, mas, por puro capricho, Phelps ainda repetiu o feito nos 100 metros borboleta e foi fundamental na vitória no revezamento 4 x 100 m livre, encerrando sua brilhante carreira olímpica no lugar que mais frequentou: o alto do pódio.

Os números o consolidaram como o imortal das piscinas: 22 medalhas, das quais 18 de ouro, duas de prata e duas de bronze. O Brasil, em toda a sua história olímpica, tem apenas quatro ouros a mais, 23. Há torcida para que Phelps desista da aposentadoria e venha ao Brasil em 2016. Ele diz que gostaria muito de acompanhar os Jogos do Rio. Mas fora das piscinas. V.Z.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.