O desafogo pessoal de Antônio Carlos

Treinador queria vencer o time sensação do momento para se firmar no Alviverde e debelar as críticas. Conseguiu

, O Estadao de S.Paulo

15 de março de 2010 | 00h00

SANTOS

Fim de jogo. Antônio Carlos reúne os jogadores em campo e dá um abraço em todos eles. A chuva lava a Vila Belmiro. Um banho para a alma do treinador, que esperava uma vitória ontem sobre o badalado Santos para se firmar de vez no Palmeiras e acabar com as críticas que ele e seu time têm recebido. Conseguiu.

O Palmeiras vinha de um triunfo bastante contestado sobre o Sertãozinho, há uma semana. Jogou mal e conseguiu a virada, por 3 a 2 apenas no fim da partida. Ontem, o primeiro tempo mostrava que o torcedor novamente iria sofrer. Mas Robert tratou de fazer logo dois gols e, na segunda etapa, o time mudou de comportamento e de postura.

Com determinação, conquistou três pontos que o recolocam na briga por uma vaga nas semifinais do Estadual. "Foi nosso melhor jogo desde que assumi. O melhor jogo do ano", reconheceu Antônio Carlos. "A gente precisava da recuperação, ganhar confiança. Vencemos quem está jogando o melhor futebol", disse o treinador palmeirense, elogiando o modo de sua equipe jogar. "Criamos as melhores oportunidades de gol. E eles marcaram em dois erros nossos."

Enquanto todos os jogadores já estavam no vestiário, Marcos seguiu no gramando concedendo entrevistas ? e sendo homenageado pelos cerca de 1,5 mil torcedores que estavam pertinho dele. Sincero, o goleiro avisou que mantém seu plano de parar em dezembro e comemorou o resultado. "A gente tem de olhar as coisas pelos dois lados. Para o pessimista, jogar aqui na Vila é complicado, porque eles são bons pra caramba. Pelo lado otimista, jogar aqui e ganhar era ressurgir, voltar a ter confiança. Fizemos desse jogo uma final."

Marcos ficou preocupado quando o Santos conseguiu o empate, aos 35 do segundo tempo. "Quando levamos o terceiro, achei que tinha ferrado. Eles iam vir pra cima com tudo", disse, aliviado por Robert ter conseguido anotar o gol da vitória.

A goleada de 10 a 0 do Santos sobre o Naviraiense, quarta-feira, pela Copa do Brasil, foi lembrada por Marcos para falar da superação alviverde. "Falaram que ia ser a mesma coisa aqui e provamos que não."

Dores. Por pouco Marcos não ficou fora do jogo de ontem. "Estava com muitas dores e tive de tomar analgésicos e injeções. Não queria ficar de fora da partida", revelou. "Iriam falar que eu estava pipocando. Fiz um sacrifício para atuar", declarou o goleiro, autor de duas belas defesas no fim do jogo. / B.D. e D.A.B.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.