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''O futebol do nosso time é moderno''

Treinador devolveu a confiança aos jogadores santistas e já sonha com a classificação para a Taça Libertadores

Entrevista com

Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

18 de setembro de 2008 | 00h00

Principal responsável pela recuperação do Santos no Campeonato Brasileiro, o técnico Márcio Fernandes classifica como moderno o futebol do seu time na série de seis jogos sem derrota no returno. "Não concordo com os que dizem que o Santos teve de começar a jogar como pequeno para voltar a ser grande. Nossa equipe é organizada", definiu o treinador.Ao ser efetivado no início da madrugada de 7 de agosto, após o pedido de demissão de Cuca, em razão da derrota para o Atlético-MG, por 3 a 2, de virada, na Vila Belmiro, ele encontrou os jogadores cabisbaixos e que entravam em campo sem confiança. "O primeiro passo foi recuperar a auto-estima do elenco."O técnico soma na temporada três vitórias, quatro empates - o primeiro foi contra o São Paulo, na Vila Belmiro, entre a saída de Leão e a chegada de Cuca - e apenas uma derrota: 1 a 0 para o Náutico, no Recife, na última rodada do primeiro turno. Mas nem por isso toma a iniciativa de reivindicar contrato de treinador de clube grande. "Deixo a critério da diretoria", esquivou-se, em entrevista exclusiva ao Estado.Você pegou o time na penúltima colocação do Brasileiro e, depois de seis rodadas do segundo turno, ele está em 14.º lugar. A que você atribui esse sucesso?Trabalho e muita conversa. Procuramos usar os jogadores de acordo com as características de cada um. Na primeira etapa do trabalho, demos ênfase à organização do sistema defensivo, exigindo muita marcação e concentração durante os 90 minutos. Não é verdade que o Santos joga como pequeno. O futebol do nosso time é moderno. No momento em que deixou de ser auxiliar e passou a ser o técnico, como você sentiu o grupo?Com a auto-estima lá embaixo, em função da difícil situação que o time atravessava. Mostrei aos jogadores que o elenco é bom e que pela grandeza e tradição do Santos tínhamos de pensar em objetivos maiores e não simplesmente sair daquela zona (nega-se a falar a palavra rebaixamento). Passamos a pensar na classificação para a Copa Sul-Americana. Agora que estamos perto de atingir o que pretendíamos, podemos pensar em algo maior, que é uma vaga para a Libertadores. É difícil, mas quem imaginava que depois de seis jogos precisaríamos de apenas um ponto para conseguir vaga na Sul-Americana?Qual a parcela de Serginho Chulapa e Nenê Belarmino nesse processo de recuperação?Grande, porque são dois profissionais identificados com o Santos e pessoas da minha inteira confiança. Parte do que sei e uso como treinador aprendi com os dois, que foram meus técnicos em 1996 na volta da Portuguesa Santista à Primeira Divisão do Campeonato Paulista. Amanhã termina o prazo para a inscrição de jogadores para o restante do Brasileiro. Você tem esperança de ainda receber algum reforço?Tenho. Os dirigentes estão tentando a contratação de um atacante de velocidade para o lugar de Maikon Leite, que sofreu grave lesão e vai ficar muito tempo parado. Eles têm procurado, mas o mercado está restrito. O pai-de-santo Robério de Ogum ajudou o Santos a sair do fundo do poço?Sinceramente não sei nada sobre isso. Acredito que a diretoria é quem pode falar sobre o assunto.

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