O futuro de Ganso

O primeiro gol com a camisa do São Paulo não indica boa atuação de Ganso contra o Atlético Sorocaba. Cañete jogou mais. Ganso ainda está longe de jogar o que se espera dele. Também está longe de morrer.

Paulo Vinícius Coelho, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2013 | 02h04

Incrível como é difícil encontrar o meio termo. Ganso poder não ser gênio e também não é perna-de-pau.

Incrível também como um velho lema - ou chavão - do São Paulo é esquecido quando se fala de Ganso. No passado, dizia-se sempre que poucos clubes tinham tanta paciência com os craques como o São Paulo. Tantos demoraram para emplacar: Pedro Rocha, Darío Pereyra, Careca, Raí...

Autor dos gols do primeiro Mundial, em 1992, Raí chegou ao Morumbi em 1987. Foi xingado algumas vezes até 1990, quando chegou Telê Santana. Daí até 1993, quando saiu para o PSG, marcou 80% dos gols pelo São Paulo.

Naquele tempo, o futebol era diferente. Mais lento, mas nem tanto assim. Já se dizia que um jogador corria 12 km por partida, contra 6 km em 1970. Raí era lento, diziam. Como se diz de Ganso.

Paciência é a palavra. Mérito de Ney Franco ter barrado seu armador contra o Bolívar, para jogar uma final. Parecia inevitável escalá-lo. Não era, e Ney Franco provou isso. Agora parece impossível não exaltá-lo pelo gol - e é pouco - ou criticá-lo por ainda não ter decolado.

Calma é a palavra. Com Aloísio pela direita e Jádson por dentro, o São Paulo fica mais rápido. Cañete mostrou nos dois jogos que disputou ser opção pela direita, pelo centro ou pela esquerda. Ganso precisa vibrar mais, passar mais, decidir mais. Ser mais parecido com o que foi em 2010. Se vai conseguir ou não, com suas qualidades e defeitos, só ele pode provar.

Tudo o que sabemos sobre:
Paulo Vinícius Coelho

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.