O gol mais bonito do santista Molina

Após decisões erradas que frearam a carreira, colombiano enfim acerta

Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

03 de abril de 2008 | 00h00

Molina vestiu a camisa de oito clubes e das seleções colombianas sub-20 e principal até chegar ao Santos, há dois meses. Na Vila, o então desacreditado meia de 27 anos precisou de apenas 14 jogos para entrar para a galeria dos jogadores especiais, aqueles que marcaram vários gols numa só partida - anotou quatro nos 7 a 0 sobre o San José, na terça-feira.Os goleadores de um jogo só mais famosos do Santos são Pelé, com oito, na vitória por 11 a 0 contra o Botafogo, de Ribeirão Preto, e Araken Patusca, com sete, num jogo dos anos 30. ''Não esperava fazer tantos gols. Ainda mais com a camisa do time que já teve Pelé. O máximo que consegui antes foram três'', repetiu Molina anteontem, quando saía da Vila Belmiro.Deixou o estádio após sua grande noite ao lado da mulher, Laura, do filho Alejandro, de três anos, e de um dos maiores amigos no Santos, o zagueiro e capitão Betão. O outro é Fábio Costa. As famílias se reúnem sempre que o futebol permite e Laura e Alejandro assistem aos jogos no camarote do goleiro na Vila Belmiro.Explicação para o rápido sucesso nem Molina tem, mas ele lembra que o ataque santista sempre cria muitas chances. ''Tenho duas ou três em cada partida, mas não vinha convertendo. Hoje (terça), acertei o pé'', disse.A pergunta que os santistas mais faziam ontem é como um meia habilidoso e goleador não é titular da seleção colombiana. Maurício Molina surgiu no Envigado, em 1999, e é tratado no seu país como Mau Molina, identificação que pediu para ser estampada na camisa 21 que usa na Libertadores.Molina explica que demorou a recuperar o bom futebol do início da carreira e depois no Independiente de Santa Fé e Independiente de Medellín, entre 2002 e 2004, porque fez escolhas erradas, pensando mais no aspecto financeiro. ''No último ano, estive esquecido no Estrela Vermelha, da Sérvia'', disse.Ele afirma que se sente bem no clube e em Santos. E fez uma revelação: sua mulher vai dar à luz uma menina em julho e a cidade foi escolhida como local do nascimento.O dia seguinte do novo ídolo foi reservado ao descanso, à mulher e ao filho. Molina saiu do apartamento apenas para ir ao banco e usou um boné para não se notado. Na véspera, não informou o seu endereço aos jornalistas e fez um apelo: ''Amanhã, não me liguem cedo, porque vou dormir até o meio-dia .''RESERVAS EM CAMPONo domingo, contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro, o Santos escalará os reservas. Uma vitória contra o time de Campinas poderá ajudar o Corinthians, que ainda luta por vaga na semifinal do Campeonato Paulista.

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