O ídolo Felipão tem agora uma mancha em seu currículo

Na segunda passagem pelo clube, marcada pelas polêmicas, o treinador participou da campanha da queda

O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2012 | 02h03

Quando alguém mencionava o nome Luiz Felipe Scolari, o palmeirense era tomado por lembranças de grandes títulos, de uma época em que o clube era temido dentro e fora do Brasil. Mas agora Felipão está na história do Palmeiras também por um motivo pouco honroso: ele participou da segunda queda da história do clube para a Série B.

O gaúcho deixou o Palmeiras na 24.ª rodada, após uma derrota para o Vasco. Ainda havia bastante tempo para o time se reerguer, mas é inegável que Felipão tem uma parcela muito grande de culpa pelo rebaixamento.

O treinador deixou de lado o Brasileiro nas primeiras rodadas por estar disputando a Copa do Brasil - algo que todos os clubes fazem, aliás. O problema é que, após o título, Felipão não conseguiu fazer o time voltar a se concentrar no campeonato e essa acomodação se mostrou fatal.

Certo também é que a sua segunda passagem pelo clube não lembrou nem de longe a primeira, em que conquistou a Copa Mercosul e a Copa do Brasil em 1998, a Libertadores em 1999 e o Torneio Rio-São Paulo em 2000.

A volta de Felipão ficou marcada por desentendimentos com a diretoria, algumas confusões com jogadores e muitos pedidos públicos por reforços. Na "era Felipão", 35 jogadores foram contratados - a maior parte deles não foi pedida pelo treinador.

Com jogadores, a maior polêmica aconteceu com Kleber, em 2011, quando o atacante disse que 80% do elenco não gostava do treinador. O atacante perdeu o braço de ferro e foi negociado com o Grêmio. Em meio à polêmica, o Palmeiras sofreu no Campeonato Brasileiro. Chegou a ficar dez jogos sem vencer, mas conseguiu escapar da queda para a Série B. Também no ano passado, Felipão sofreu uma goleada de 6 a 0 para o Coritiba, pela Copa do Brasil, um dos maiores vexames da história do clube.

Neste ano, mesmo enfrentando enormes dificuldades, o técnico teve bom desempenho no Paulista até as quartas de final, fase em que o time foi eliminado pelo Guarani. Por causa da derrota, ele chegou a entregar o cargo, mas a diretoria o fez mudar de ideia. Essa foi uma das três vezes que Felipão pediu demissão antes de finalmente sair do clube.

Apesar da pressão, ele conseguiu conquistar a Copa do Brasil, único título de sua segunda passagem pelo Palmeiras. Mas nem essa taça fez com que Felipão tivesse paz no clube - tantas foram as discussões que a equipe acabou sentiu o baque e sua permanência no Palestra Itália se tornou inviável. / D. B e P. G.

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